terça-feira, julho 01, 2008

Chico Ramirez - O "Senhor dos cavalos"


Tive o prazer de trabalhar junto com ele em São Paulo, no IV Encontro Internacional de Horsemanship (azááááááhhh). Até aí tudo bem....um gringo ajeitado com os cavalos. Depois de tempos, olhei o site dele com mais detalhes (sabe como é...DDA pega no tranco....). Primeiro eu fiquei toda prosa (é! sô velha sim!) de ler o que ele escreveu de mim mesma enquanto eu própria sobre meu migo...que é óvio, óóóvio , vou transplantar, transladar transmutar transcolar para cá. Porque é claro que se o brógue é meu, eu posso! Já que ninguém gava....Aí vai: e vai em castellano que es más hermoso por su puesto!


"Para mí fue altamente gratificante constatar la suavidad y paciencia de Denise Bicca, que con gran prudencia nos mostró sus habilidades en el trabajo desde el piso especialmente en el tema de insensibilización, columna vertebral de su trabajo en la policía de Porto Alegre. Con gran delicadeza y clara forma de explicar sus acciones, Denise llevó paso a paso al ejemplar que le tocó en suerte, a niveles de ejecución y obediencia notables en esos tres memorables días."


Agora, olha só que coisa maravilhosa que ele escreveu! Dá-lhe Marcelino ! Dá-lhe Chico Ramirez, señor dos cavalos!


CONTRADIÇÕES
Marcelino Ramirez, 5 ago 2002

A natureza eqüina é extraordinariamente complexa, mais do que geralmente cremos, prova disso é a freqüência com que encontramos opiniões contraditórias sobre ela, escritas ou verbais.
Muitos descrevem o cavalo como uma criatura dócil, enquanto que outros o consideram ignorante e até indômito; se afirma que é um ser tímido e sem embargo se exalta sua valentia em combates e em ações que não admitem indecisões ou titubeios; há quem o mencione como afetuoso e quem o faça como uma criatura hostil e perigosa; alguns acreditam que é extraordinariamente inteligente e há quem afirme que é sumamente estúpido; quem os tome por educado, mas também com torpe e lento para compreender o que se pede a ele; ainda outros pensam que é impetuoso enquanto que há quem pense que é fleumático e até indolente...
Tantas diferenças de opinião dão muito que pensar. O quanto conhecemos realmente o cavalo? Será possível conjugar extremos diametralmente opostos? Será o cavalo realmente tão ambíguo? E se for assim, quanto corresponde verdadeiramente à sua personalidade e quanto à apreciação de suas atitudes?
É difícil saber, mas o que realmente é um fato, é que geralmente cada cavalo pode assumir atitudes totalmente diferentes de acordo com a forma com que se maneja com ele. Por esta razão, encontramos tanta diversidade de opiniões, pois cada um opina segundo o que lhe vai à cabeça, gerando a maior controvérsia que atualmente existe na equitação.
É por isso que podemos ter um cavalo que ante um tipo de trato nos parece indômito, violento, estúpido ou torpe e sob outro tipo de manejo é o animal mais manso, inteligente e nobre que já vimos.
O Manejo Natural faz a diferença em qualquer cavalo, mas esta transformação não se dá de maneira espontânea nem tem a ver com sorte, depende, sobretudo de se obter uma comunicação eficiente e clara com ele.
Não obstante, essa comunicação se vê limitada pelo enfoque humano do conceito, pois estamos acostumados a julgar o mundo de acordo com o nosso ponto de vista e de fato, geralmente não se considera que o cavalo possa ter o seu próprio. Sua forma de pensar e de compreender is fenômenos do mundo exterior é muito diferente a do homem, pois suas necessidades biológicas também o são.
Isto faz com que falemos idiomas distintos e que a comunicação entre os dois seja muito difícil. A tal ponto que quando segundo nós os comunicamos com o cavalo, o que fazemos na realidade é somente lhe ditar ordens que confundimos com diálogo. A maioria das vezes nem sequer a compreende, até que, apesar de nossa incapacidade de nos fazermos compreender, depois de centenas de repetições e outras tantas horas de trabalho, consegue associar – como adivinhando – suas ações com os estímulos que recebe geralmente nada gentil.
É então que o consideramos tê-lo adestrado. Com muita freqüência acreditamos que estamos nos comunicando com o cavalo, quando geralmente o que fazemos é atrofiar sua habilidade para avaliar estímulos contraditórios e assim anular sua capacidade de tomar decisões.
Não obstante, a comunicação em “seu próprio idioma” é altamente eficiente e sua capacidade de compreender o que se pede a ele somente tem comparação com a vontade que empenha em satisfazer-nos.
É surpreendente que não se necessite mais de três repetições – menos de 5 minutos 0 para que se torne clara nossa solicitação e se inicie o processo de execução, que neste caso será eficiente, decidida, oportuna e precisa, em poucas palavras, do mais alto rendimento.
Para mim, não existe nenhuma contradição, a diferença se faz no ponto de vista do observador, que julga de acordo com o resultado de sua tarefa.



......é como eu digo.

Um comentário:

sarah :) disse...

chico ramirez!!!
ohh sou sua fã!!
shuahsauhsua!!
eu adoro cavalos cho que ate mais que vc !!!
shuashuahsua
meuh sonho é ter um haras !!!
mais esse sonho um dia vaih se tornar realiada e com fé em deus!!
acreito em vc e toh falanduh a verdade!!
só tenhuh 12 anos e ainda só assim des de pequena!
bjs...


os sonhos não são imposiveis!!

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