segunda-feira, junho 06, 2011

Sou sortuda mez, desculpa!

Ganhei um presente neste findi!

A reportagem que saiu na Donna que a Patrícia Lima fez a sobre o meu trabalho ficou tão bacana, mas tão bacana que até eu to louca prá me conhecer!

Não consigo imaginar como ela consegue pescar e compor um texto tão bacana sendo que foram 4 horas que falei sem parar, deu até pena deles! Ela já me ganhou no início, quando colocou na reportagem uma coisa que para mim é fundamental: que tudo o que ela viu e ouviu está ao alcance de quem quiser, é só ter paixão e se dispor a suar a camiseta como eu suei.

E as fotografias então? O seu Ricardo Chaves, o Cadão, é o ninja das lentes! Quanta foto linda, cruzes! Sem contar que é uma figura e tanto! Parece um fotógrafo saido de um filme! Com direito a jaqueta de bolsinhos, barbão, supermáquina no pescoço e cachimbo. O cara já viajou o mundo! (inveja).
Fiquei fã deles. Me senti  privilegiada pela a oportunidade que eles me proporcionaram para me exibir mais um pouco com meus cavalos, mostrando tudo o que eles me ensinaram até agora!

Mas também, não tinha como dar errado, com três tipos como eles envolvidos na tarefa, é bilhete premiado na certa! Patricia, Cadão e Quali! Obrigada viu? To devendo uma procês, não vou me esquecer nunca!

domingo, junho 05, 2011

PACIÊNCIA x PORRADA

Bueno, vamos tentar esclarecer uma coisa.

To sempre ouvindo depoimentos de pessoas por ai do tipo:

- tentei com paciência, carinho, não resolveu, deitei-lhe o cacete.

- ele apanhou muito, pirou, se machucou, agora peguei ele. Tentei com amor e paciência, mas quebrei o braço e o nariz em 3 partes, por isso não vou poder mais trabalhar ele...

O problema é que quando se opta manejar um cavalo traumatizado ou difícil de forma não violenta, por muitas vezes as pessoas contam apenas com paciência, e isso é pouco. Essencial mas insuficiente. Muitas vezes também, os violentos afirmam: tentei com paciência e não deu certo. Logo,essa baboseira ai não funciona, é coisa de muiézinha, de gringo, não funciona com os nossos cavalos, com a nossa lida.

Acontece que para bater, intimidar, agredir, o homem é formado com louvor, pós-graduado e com doutorado na matéria. Mas quando a opção é sem o uso do pau, são piores que analfabetos no sobral. Só conseguem acoierar uma meia-duzia de palavras e a coisa fica capenga para caramba.

Não sei se já falei antes, mas nunca é pouco mencionar: violência não é a resposta, mas não ser violento não é o suficiente!



Uma técnica adequada para trabalhar com cavalos envolve muito treinamento, sensibilidade e ciência.

NATURAL HORSEMANSHIP é a ARTE e a CIENCIA de trabalhar COM o cavalo de acordo com a sua natureza.

Arte porque envolve sensibilidade, sentimento. Por isso não sei o que responder quando classificam as coisas feitas por tantas pessoas em rótulos : racional, tradicional, índia, marciana, ortodoxa, adventista do 7 dia dos pastores alemães ... e escolhem qual título funciona ou não. Para julgar isso, é preciso ver o homem em ação e ouvir o que cavalo achou. Somente o cavalo pode responder o que funciona ou não. Futebol todo mundo pode jogar... mas....

Trabalhar com um cavalo é como tocar um instrumento, você pode estar afiado tecnicamente, mas somente isso não é o suficiente, precisa haver sensibilidade para ultrapassar os limites, tocar o coração e elevar o espírito.

Ciência porque envolve metodologia, prática sistemática e é estatísticamente representativa

E finalmente trabalha COM (COM! E não O) o cavalo de acordo com a sua natureza – seus instintos, comportamentos e personalidade individual porque ele é o centro da nossa história.

Pronto, essa é a fórmula do sucesso para nós.

Tá ai

Vídeo da reportagem da Zero Hora , Donna ZH

sexta-feira, junho 03, 2011

IMPLACABILIDADE (não é sobre o DETRAN!)

To de cama....com os olhos doendo. Nahhhh não é conjuntivite não! Eu machuquei os zóinho foi num concurso de salto que fui ontem... nem colírio tá dando conta.

O concurso, muito chique como sempre, com roupas vipérrimas, material de primeira, cavaleiros elegantes, cavalos importados. Estava com muita saudade do rebuliço do qual fiz parte durante uma época importante da minha vida e que sinto falta. I miss a competição, a adrenalina, a superação, até do nervosismo do padock.

Fiquei vendo o pessoal aquecer seus cavalos para a prova de 1.30m... Prova desta altura, para vocês terem uma idéia, não é para qualquer matungo, homem ou cavalo saltar. Até é possível, um cara matungo com um cavalo bom ou um cavalo meio matungo com um cara muito bom conseguirem sair vivos de um percurso desses, principalmente quando é indoor (em picadeiro coberto, seus colonos!), que é mais exigente normalmente pelas dimensões reduzidas da pista, mas cavalo matungo e cara abombado, pode ser sinal de tragédia a vista...

Voltando ao aquecimento, me chama a atenção um cavaleiro auxiliado por seu super escudeiro, monta recebendo pezinho, ou melhor, um joelhinho... senta tão delicadamente na sela que pensei...nossa que beleza...uma suavidade de bailarino clássico! Parecia um pas de deux , o tratador o elevando para pousá-lo com delicadeza e muita classe na sela. Claro que o moço cuida bem do seu traseiro pensei eu, afinal, ganha dinheiro com ele não é mesmo? Ri sozinha da minha cabeça.  Já ao lado, um troglodita, bruto barbaridade, recebe também um joelhinho, dá uma bundada na sela, se sacoleja todo prá se ajeitar. Fico observado o coitado do seu pingo (importado of course...), desconfortável, recebendo esses empurrões e solavancos no seu lombo como início da longa jornada de trabalho, da maneira resignada comum a muitos cavalos. Esses dois últimos, diga-se de passagem, fazem parte do grupo “cavalo muito bão, cavaleiro ruim demais da conta”. Pena que esses cavaleiros não cuidem tão bem das suas montadas como cuidam das suas próprias bundas...com certeza teriamos padrões mais elevados no nosso hipismo.
Mas voltando à dupla cavalo/cavaleiro não matungos. Eles começaram a aquecer. Passinho, trotezinho... um capricho...um charme... Partida ao galope... perfect!  Muito bonitos tecnicamente, uma calma só. Então, a égua se assusta levemente, nada demais, com uma placa ou caixa de som quando passa ao lado dela...dá um pulinho para o lado e um cabecear com uma raboneada de leve irritação...na volta seguinte, mesma coisa. O cavaleiro, que conheço de outros carnavais e que não era dos mais pacientes na minha época, continua calmo, segue concentrado. Pensei com orgulho, que beleza... evolução, progresso! Há vida inteligente sobre a sela de salto! Só mais duas voltas e ela passará a entender pro resto da vida que caixas de som não são perigosas e não ficará mais impressionada. Na verdade, ela apenas dava uma diminuída para prestar atenção na coisa, nothing else. Diminuía assim como tenho a certeza que seu cavaleiro diminui e olha com atenção ao atravessar uma rua movimentada para não ser atropelado. Ai  o tempo muda, ai que dó! O cavaleiro bão não agüentou dar mais a volta seguinte com ela olhando para o objeto que a incomodava resolveu ajudá-la a perder o medo, e enfiou-lhe as esporas e agarrou-lhe da boca dando lhe umas pernadas, para passar em correria pelo local em questão. Fez isso por umas 3 voltas. Todas as vezes que ela passava pela caixa de som, lá vinha a esporada e uma correria para a frente, para resolver o problema (que a meu ver estava longe de ser um problema!); pronto...perdeu a chance....azar da égua, que de agora em diante, sempre que cruzar por uma caixa como aquela, por um instante se perguntará ... será que essa caixa de som é que nem aquela? Que fazia meu cavaleiro pirar e me cravar as esporas? É preciso eu ter cuidado! Isso acontecerá mesmo que ela nunca mais na vida (difícil) pegue um parceiro de pavio com duração de 3 voltas apenas.

Final do causo? Ela ficou mais nervosa do que estava antes, e depois de umas 5 voltas, se resignou e resolveu ter mais medo da reação do cavaleiro do que do objeto. 

O problema maior para mim nisso tudo é que em função da atitude resignada desse bicho, o cavaleiro jura que foi a ação dele é que resolveu o causo, e não apesar dela. E isso causa uma confusão e um atraso absurdo na compreensão da mente eqüina pelos pilotos, da evolução das técnicas de trabalho com os cavalos.

Ai que dor me dá ver isso...cada vez fica mais complicado para mim olhar cenas de pura ignorância, analfabetismo sobre a natureza eqüina, uma cegueira absurda dos cavaleiros. Me estragou uma noite que estava tão boa. Mas é como eu estar olhando sob lentes diferentes da grande maioria ali. Lentes que eu ganhei, busquei e mereci, e que antes de usá-las, não enxergava dessa forma também! O cavaleiro está cego! Toma a cisma da égua como pessoal, teimosia, desobediência. Irrita-se e desce o cacete. Não é isso! Caraleo! É medo! Apenas MEDO! Só isso! Ninguém resolve medo apanhando! Pode superar, mas o medo fica ali, esperando, uma hora ele aparece e cobra a sua dívida.

Bem que os cavalos poderiam ser um pouco menos generosos né? Cobrar mais e serem menos cobrados. Afinal, os cavalos evoluíram ao longo das eras em função da implacabilidade (UIA!) de seus predadores....quem sabe se os homens fossem tão exigidos pelos cavalos como é o inverso, se puxariam mais não é? Porque é como eu digo... não há treinadores ou tratadores de leões ou de cobras ruins...estão mortos né mez?

Santa injustiça Batman.

segunda-feira, maio 30, 2011

Vou começar a roubar...

Pois ói, tava lendo algumas coisas sobre cavalos, treinadores, entrevistas, matérias, coisas que andam aparecendo em novas revistas, internet e cosetal.

Primeiro devo dizer que fico muito feliz com a quantidade de material disponível nowadays, porque sou órfã da revista Hippus... que quando desapareceu, ficamos com nada nas bancas de revistas para alimentar nosso vício. Imaginem isso acontecendo num mundo sem internet, Google, horsemen ou bem estar animal na moda....

Pois é acreditem, esse mundo existiu e eu vivi nele pelo menos por 30 anos!

Segundo, preciso dizer que fico muito triste ao constatar que papel e internet, assim como os cavalos, aceitam muuuuita baboseira. Aff me irrita horrores!

Mas tomei uma decisão... Vou roubar perguntas que fizeram para outros horseman, para treinadores e demais entendidos. Não vou ficar parada aqui esperando prá perguntarem prá mim não! Vou roubar mesmo, na carinha! ... Não vou me abastecer de dar minha opinião não, como diria um sábio tratador meu. Assim talvez eu fique menos frustrada com o desperdício de ótimas perguntas e espaço midiático (existe?) importante e com as pérolas de respostas que ando lendo e assistindo por ai afora!

Ah que maravilha ter um blog poder responder a perguntas que fizeram a outros....espero que isso não seja crime!

Eu nunca apanhei do meu pai, minha infância foi bem bacana excetuando o fato de eu ser gordinha, alvo fácil para os bullyngadores de plantão... mas aquilo era coisa que eu resolvia e muito bem diga-se de passagem, de duas maneiras, ou na porrada ou na piada. Cresci com cavalos e sendo treinada pelos meus papis e professores a buscar respostas sempre na ciência, através de fontes apropriadas e competentes, na estatística representativa, e no bom senso para distinguir o que não fosse isso. Também aprendi a não aceitar injustiças, comigo ou com outro qualquer, gente ou bicho. Desde criança já tinha uma tendência a ser defensora dos fracos e comprimidos.

Não sou famosa o suficiente para merecer muito espaço na mídia (ainda...aguardem que eu chego lá) mas apesar de não ter sido saco de pancada de ninguém, acredito profundamente que violência não é a resposta! Só que também tenho convicção de que isso apenas não é o suficiente! Para trabalhar bem com cavalos, não ser violento é apenas um preceito básico. Assim como paciência, que é uma qualidade facilitadora, mas não fundamental. Se eu fosse fazer um ranking do que é preciso para trabalhar bem com cavalos, eu diria que seria PAIXÃO, CONHECIMENTO CIENTÍFICO E EGO BEM DOMADO. O resto é ter disponibilidade e ouvidos muito limpos. O primeiro para poder treinar-se diaria e incansavelmente, e o segundo para ouvir o verdadeiro professor dizer se estamos no caminho certo ou temos que voltar atrás e pegar a outra direção.

Então vamos lá começar a roubar perguntas... guenta ai que já posto a primeira.

segunda-feira, maio 23, 2011

HORSEMANSHIP EM MANAUS

quarta-feira, maio 18, 2011

APAIXONEI

Eu não disse que ia ter um baita aliado prá me ajudar por aqui?
Neste caso um baita não tão baita...
A pequena tem um coração enorme, nem sei como cabe naquele corpinho.

Chegou fazendo escandalo, não conhecia cabresto muito menos reboque.

Entrou na marra, o próprio dono confessou que cagoulhea pau para que entrasse no reboque, mas a generosidade dela é demais!
Me apaixonei. To tentando levar ela comigo , mas tá complicado...vou precisar de ajuda.
Cheguei a propor que ela se tornasse a garota propaganda da Purina, doravante Essence...mas não colou muito. Já pensou, Madame Essence?

Mas a tenteada é livre...amanhã vou para Manaus.

Vou dormir que a coisa foi casca...

segunda-feira, maio 16, 2011

E lá vou eu ( L-Á V-O-U E-U...)

Posentão.



To de viajem!



Dicapoco, como diria meu papis entro num avião com destino à Imperatriz, MA. Na verdade, Rio de Janeiro, Brasília, Imperatriz, Brasilia, Manaus, São Paulo e back to Lami city, Porto Alegre.



Por enquanto estou na mamis fazendo o que mais gosto depois de estar com cavalos ou falar sobre eles...que é exatamente nada, debaixo das cobertas, com a Tinga...viajando é na Helmmans.



Mas sobre a viagem, é a Purina que me chamou para dar palestras e demonstrações em algumas cidades pra quelas bandas de lá.



Não faço a mínima idéia de tipo de pessoas encontrarei, nem que modalidade praticam ou se são profissionais, criadores, leigos, veterinários...Tarzan, Jane, Jacques Costeau...mistério total para mim!
Mas pensando na aventura que estou embarcando o que eu acho tri é que uma certeza absoluta eu tenho! Certeza de no mínimo no mínimo uma experiência maravilhosa eu vou ter. Mesmo que todo o resto seja estranho, lá vou encontrar um cavalo e vamos trabalhar juntos e tentar fazer o melhor possível para contar a nossa história para quem estiver assistindo.



Com um cavalo como colega de trabalho, não tem tarefa difícil!



Agora tenho que ir, fazer malas, comprar meias, um par de brincos, Sundoouwnm repelente, 3 camisetas novas, um beijo na Tinga e pro aeroporto.



Confiram os próximos capítulos de “Onde o cavalo me levar!”

domingo, maio 08, 2011

Denise Bicca & Negro

quinta-feira, abril 28, 2011

Mais um causo

Aff que meu trabalho tá na maior entressafra da história...ô tédio sô.

Os cavalos aqui de casa estão todos muito “normais”, todos uns queridos, não tem mais maluco, nem desinducado. Ô saco...

Prá vocês terem uma idéia, a coisa mais emocionante que me aconteceu nesses últimos tempos foi quando um sapo que estava de tocaia na pia da minha cozinha me atacou. No exato momento em que fui lavar um prato, abri a torneira e salta ele com suas garras, tentáculos, ventosas, mãos e pés de um verde aterrorizante na minha direção! Na direção da minha barriga! Se eu não tivesse sido muito rápida ele me pegava! Agora o demônio verde anda por ai, surdo que nem uma porta, mas sempre me espreitando... só que não vacilo mais, to sempre de olho nele! (By the way, sempre achei esse negócio de lavar louça uma coisa perigosa prá caramba...)

Então... voltando à monotonia da minha rotina sem grandes desafios...

Ontem um cliente me procurou, estava com problemas com o novo cavalo que comprou para a sua filha, pois ele não entrava em reboques sem que houvesse uma boa briga antes, e tinha que ser de 5 prá cima dele. Como meu cliente tem mais de um neurônio, viu que isso não estava certo, tentou de forma mais tranqüila, mas apanhou, resultando em um dedo atorado (dele) e uma pata cortada (do cavalo)...ai me chamou.

A saga do cavalo é meio longa, ó coitado, mas para resumir, tinha fama de furioso, psicopata, agressivo, canibal e estelionatário, mas os novos donos não viam nada disso, viam apenas um cavalo sofrido e muito assustado (existe esperança do mundo dos cavalos).

A essa altura eu já estava babando no telefone! A SECA ACABOU! Aventura e desafio pela frente ebaaa! Beleza, fui assim que pude trabalhar com o póbixo.

Que decepção!

Não teve nem suor, demorou uns 15 minutos prá colocar ele no reboque, sem nem uma bolhinha na mão prá contar história, nem ao menos um roxinho nos meus braços. O dito cujo, além de lindo era um querido!

Agora, antes que vocês pensem que essa história toda é pra eu me gabar, contar vantagem, me agrandar, não é nada disso! Juro!

É sempre sobre o cavalo! É prá contar prá vocês que eu já levei mais de 3 horas prá carregar cavalo em reboque, cavalos exatamente como esse. Só que desde aquela época eu já tinha me convencido que incapaz, burro, teimoso, medroso, irritante é sempre o cerumano (adoro!) mesmo e não o cavalo. E essa convicção é que me fez correr atrás para me treinar e me capacitar para poder carregar cavalos em 15 min e não levar o dia inteiro.

E mais uma coisa, é prá contar que tudo o que fizeram com esse cavalo para que ele entrasse no reboque até ontem foi exatamente o que o atrapalhou para ele entrar no reboque!

Sabem como eu sei disso? Ele me contou, e cavalos não mentem.

Uma prova disso foi a divisão do tempo gasto para carregar o nemar cavalar no reboquis:

Mostrar a tarefa para ele e ele entender o que eu queria: 30segundos

Provar para ele que eu não ia atrapalhá-lo: 14min 30 seg

Dá prá desconfiar né?

Prá concluir, a competência, elegância e generosidade desse cavalo me fizeram pensar no tipo de pessoas que trabalharam para torná-lo o cão chupando manga. Acho que eles deveriam andar com 2 reboques, um para o cavalo e um bem grande para carregar o ego e o umbigo deles.

E tenho dito.

sexta-feira, abril 01, 2011

Córdoba e seu primeiro amor

sexta-feira, março 25, 2011

CURSOS

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terça-feira, fevereiro 22, 2011

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Broncas e causas

                     Fazer o que? Sou maniática mesmo. Temperamental, impaciente, explosiva, elétrica, bagunceira, perfeccionista, desconcentrada, irritada e irritante, mal humorada, desligada, esquecida e exigente.

Não sei como me aguentam os póbixo que vem prá cá fazer cursos, trabalhar, horsemanshipiar, estagiar, treinar ... Eles chegam de tudo que é lugar, com tudo que é sotaque e costume, tem os que tomam até chimarrão gelado ! Vixi! Tem mineiro, brasiliense, paulista, carioca, corintiano, guasca de fora, marciano, fessora, engenheiro, peão, acreano, matogrossense...cosa linda!. E é bronca prá tudo que é lado, me esbugalho até a garganta doer! Juro que não tenho prazer ao ver olhos esbugalhados de terror, caras pálidas e tremedeiras quando eu chego (tá bom, tá bom...admito que um pouquinho tenho...).

            Chego a achar até graça quando ouço comentários gente que não me conhece bem, olhando algum trabalho meu, colocando um cavalo no partidouro ou num reboque, que é preciso muita paciencia para fazer isso, que eu tenho muita paciencia. Nossa, fico até com pena dos meus alunos... eles são vitimas diariamente da minha paciencia, que cabe num dedal, da Barbie. Fila de 2 é caso de suicídio para mim, prestar atenção em algo que não venha do cavalo por mais de 1min, só sob efeito imediato de hipnose ou por ordem da Dra. Rita Lina, diretora geral para assuntos extrainteressemeu.




Fazer o que, já melhorei muito, já não apago cigarro nos braços.

Mas tudo tem um porque...não uma desculpa, mas um porque.

As broncas são sempre por uma causa, porque tenho pressa porque quero que meus alunos não percam tempo, que aprendam rápido, para aproveitar ao máximo todo o potencial do cavalo, tudo o que o cavalo tem a oferecer e que a gente por não saber não aproveita.

Eu mesma por mais de 20 anos amei cavalos de forma incompleta, e já achava o máximo. Amava-os porque são lindos de doer, galopam, saltam, tem o pelo macio e me fazem parecer melhor. O melhor que eu tinha deles era: galopar, saltar, dar banho, depois levar para pastar, cenouras para comprar um relincho  e ganhar medalhas em competições tb, sem dúvida.

Que vergonha eu tenho hoje do Átila, Aragano, Maestro, Oliver, Maisk.... imagino eles com tanta coisa para me contar, para dividir e eu surda...

Quanta coisa maravilhosa deixei de fazer com eles além de montar, treinar e competir.


Hoje acho que quem se contenta apenas com um cavalo objeto e não sabe a inteligencia que ele possui é como casar só prá ter sexo, é bom, mas não é o suficiente, e chega uma hora que vem o vazio, ai vai procurar em outro lugar, deixando o pobre em casa, ou no caso, na baia... quanto desperdício.
                                                     Praia da Extrema, 40 graus...




quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Negro reboque

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Mais uma amiga...

terça-feira, dezembro 21, 2010

CURSOS EM JANEIRO

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quinta-feira, dezembro 09, 2010

David Oconnor comunicando-se

Comunicação sem ruídos

Ainda to meio azeda...mas como a vida continua (para alguns....), vamos lá.


Recebo muitas perguntas orkutianas, emeesseenicas, facebookianas bem como outras centenas delas eu mesma me faço prá mim pro meu próprio migo, normalmente via travesseiro.


Well...


Muitas perguntas são sobre que freio usar, qual o que serve e muitas outras sobre as consequencias que o uso de determinada embocadura esta trazendo, desde não deixar colocar o bridáo, empinar, bolear, disparar até assalto a casco armado e fuga.


Posentão, se tem um negócio que nunca vai falir no mundo é a loja de embocaduras. Tem sempre alguém querendo trocar o freio que funcionou por um tempo depois não deu mais certo, querendo um mais forte, um mais suave, um mais inteligente e por ai vai.


Vejo nas competições de salto certos cavalos com verdadeiras obras de engenharia na boca, cheio de alavancas, roldanas, fiozinhos prá tudo que é lado. Sem contar nas rédeas auxiliares e gamarras fixas usadas para abaixar a cabeça do quadrúpede que a própria ferramenta está fazendo levantar!


É da natureza humana, já que sua evolução foi possível pelo polegar oposto, ou seja, manipular e produzir ferramentas... que azar o do cavalo né mez?


Aqui vai meu melhor conselho sobre o que usar na boca do cavalo: os ouvidos do cavaleiro!

Pois tudo isso é sobre comunicação!


Vamos pensar no contexto:

para que se usa embocaduras? para controlar o cavalo.

como se controla meia tonelada de musculos e ossos inventados para correr e fugir ao primeiro sinal de ameaça? Imagina então quando a ameaça vem de cima do lombo dele então!?
Na minha opinião.... é melhor começar por controlar a mente do cavalo (muuuito mais leve) que dai o corpo vem junto!


A habilidade de controlar um cavalo está diretamente ligada a capacidade de seu cavaleiro se comunicar com clareza e inteligentemente.


Meu conselho bonus: pense na embocadura do seu cavalo como fosse um microfone. Quando ligado em altissimo volume, no caminhão da Liquigás, com aquela musiquinha irritante...provoca ruídos desconforto, microfonia. Agora, quando está na boca da Nana Caimmy ou na mão do Rodrigo Pessoa...
Antes de levantar a voz com seu cavalo, usando ferramentas mais duras, trabalhe mais no que, quando e como voce vai dizer as coisas para ele.


Se voce prestar atenção, voce pode avaliar a habilidade de um cavaleiro e a qualidade da sua comunicação com o cavalo pela simplicidade das suas ferramentas.


Conselho bonus plus - trabalhe mais na sua mão do que na boca do seu cavalo.



E tenho dito!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

SENHORES IMPLACÁVEIS

Existe um tema polêmico sempre presente no meu trabalho que me causa enormes problemas, desentendimentos, críticas, brigas, pressões e que me irrita profundamente.



O TEMPO


Aliás, não o tempo e sim seus senhores, os treinadores, cavaleiros e proprietários de cavalos.


O assunto tempo não surge logo assim que me contratam...na hora do desespero, todo o proprietário e treinador é calmíssimo, e está nas minhas mãos. Aí é "Tu que manda" "A snhóra que manda dotôra!" ou o mentiroso "Não tenho pressa!". Ah mas espera um pouquinho só, alguns dias, até esquecerem do trauma do cavalo ou da loucura que carrega o potro xucro...


Fico pensando... como é que eu resolvo isso? Como explico que só existe um tempo certo, o tempo de cada cavalo. E que minha vida gira em torno de fazer as coisas respeitando esse tempo e tentando enxergar o mais nítidamente possível quanto isso é em minutos, horas, dias, meses e anos?


O que é exatamente demorado? Quanto tempo é tempo demais?
Vejamos...


Leva-se quanto tempo para destruir um cavalo? Tirar toda a sua moral e confiança a ponto dele perder totalmente o seu controle e nós o dele...e torná-lo extremamente perigoso?


Quanto tempo eu tenho para iniciar um potro? Ensiná-lo a correr apenas quando as portas abrirem, a correr como se sua vida dependesse disso, embora seja desnecessário ensinar isso porque ele foi inventado para fazer melhor do que ninguém.
Quanto tempo eu tenho para ensina-lo a não correr do ferreiro, do cavaleiro, das luzes, do medo, do susto, da dor...
Quanto tempo eu tenho para tentar recuperar tudo aquilo que foi retirado dele abaixo de violencia e desconhecimento do que aterroriza e do que estimula um cavalo?


Constantemente somos (eu e cavalo) acossados por proprietários, treinadores e pilotos que, depois que Ponciopilateiam, passam a ser os juizes e controladores do que é tempo demais ou de menos...
É frustrante muitas vezes eu não conseguir trabalhar sem pressa, para poder fazer as coisas tão rapidamente quanto eu sei que é possível! Tem horas, especialmente dias como hoje, que dá vontade de parar. Já que não posso com o tempo, pelo menos que eu não tenha que lutar contra os senhores.


É preciso ir devagar para chegarmos rápido a algum lugar, é preciso ter o dia inteiro para levar apenas 15min para se fazer algo. É preciso fazer bem, fazer certo que o rápido segue depois. Com cavalos, só tempos controle sobre aquilo que ainda não aconteceu...


Acontece frequentemente depois de algum tempo que trabalho um cavalo, quando ele começa a ficar confiante e mais seguro, eu fico muuuito lerda aos olhos dos donos do tempo. Voce já reparou que no transito todos aqueles que andam mais devagar do que voce são uns abobados, manetas e que todos aqueles que passam voando por cima do seu carro são uns assassinos e boçais? Pois é....assim como a velocidade, o tempo é relativo. Pelo menos até o próximo sinal vermelho, ou o próximo cavalo enlouquecido no partidouro, disparando ou quebrado pela imprudencia dos acelerados descerebrados.


A maior dificuldade que encontro, é que não posso mostrar o mesmo animal em duas situações diferentes, com pressa e sem pressa. Sendo que na minha experiencia, via de regra, com pressa = demorado, sem pressa = rápido.


Quanto absurdo já vi acontecer com cavalos sob o pretexto da falta de tempo. Quanto tempo e quanto cavalo bom já se perdeu e seguirá se perdendo com isso. Mas como tempo é relativo, e a memória, fraca, quem aprende? A pressa é burra!


Lembram da Dudosa? Potra traumatizada que passou um ano sem estrear porque enlouqueceu no partidouro? Estivemos uns poucos meses trabalhando juntas. Olhando agora para trás, o tempo voou, mas lembro que naquela época de incerteza, que as coisas pareciam lentas. Para mim, levou o tempo necessário, o tempo dela, para outros (principalmente aqueles sentados olhando eu trabalhar) pareceu uma eternidade.


Pois é. Não há mais tempo para a Dudosa. Ela não poderá mais voar. Morreu em Maroñas, Uruguai neste domingo.


Fica em paz Dudosa. Toma teu tempo.
Não há mais ninguém com pressa ao teu redor...
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