sábado, janeiro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 02, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
O começo da aventura....
Então cá estou no aeroporto de Porto Alegre, escrevendo no meu notebook vipéé´rrimo nuclear solar microondas turbo com tração nas quatro e dependência para empregadas, pensando seriamente em amassar minha lata de Diet Coke da cabeça do piá que não para de correr em volta da minha mesa dando gritinhos que me parecem deveras aviadados.
O que estou fazendo aqui numa segunda às 10 da manhã? Tentando ir prá João Pessoa desde as 7 da matina e só embarco às 15 30 prá ir prá Guarulhos prá ir prá Salvador prá chegar em John People prá lá da meia-noite.
Prá que toda essa mão de obra? Porque eu perdi meu vôo que era às 6 da manhã (= acordar às 4).
Como eu fui perder?! Facinho, facinho...indo dormir Às 2.30 da madruga depois de passar o dia inteiro trabalhando sozinha (= limpa bosta, dá comida, arruma cerca, escorrega no barro, tira água das cocheiras que inundaram com a chuva, escorrega de novo...) = stress 1.
Porque sozinha? Sem tratador e ajudante = stress 2
Mãe indo pro hospital operar... = stress 3 ³ Ai fui deitar morta. Combinei com mermão que iria me levar....às 4.
Well...estava eu na Patagônia jogando tenis com o Pernalonga quando vejo mermão. Pensei, ué que será que ele tá fazendo aqui....ai ele responde...."ué ? Não vais mais?"
Ai me cairam todos os butias do bolso! Corre, empurra carro que não quer pegar, engarrafamento, e aqui estou, amassando a lata na cabeça do piá que tá chorando não sei porque...
....continua......
O que estou fazendo aqui numa segunda às 10 da manhã? Tentando ir prá João Pessoa desde as 7 da matina e só embarco às 15 30 prá ir prá Guarulhos prá ir prá Salvador prá chegar em John People prá lá da meia-noite.
Prá que toda essa mão de obra? Porque eu perdi meu vôo que era às 6 da manhã (= acordar às 4).
Como eu fui perder?! Facinho, facinho...indo dormir Às 2.30 da madruga depois de passar o dia inteiro trabalhando sozinha (= limpa bosta, dá comida, arruma cerca, escorrega no barro, tira água das cocheiras que inundaram com a chuva, escorrega de novo...) = stress 1.
Porque sozinha? Sem tratador e ajudante = stress 2
Mãe indo pro hospital operar... = stress 3 ³ Ai fui deitar morta. Combinei com mermão que iria me levar....às 4.
Well...estava eu na Patagônia jogando tenis com o Pernalonga quando vejo mermão. Pensei, ué que será que ele tá fazendo aqui....ai ele responde...."ué ? Não vais mais?"
Ai me cairam todos os butias do bolso! Corre, empurra carro que não quer pegar, engarrafamento, e aqui estou, amassando a lata na cabeça do piá que tá chorando não sei porque...
....continua......
sexta-feira, novembro 20, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
Ai canseira
PUTZ to com cãimbra no cérebro da minha cabeça.
Inventei de fazer uma barraca num festival hípico prá vender meu peixe...peraí que isso soou muito chinelo...vou tentar de novo:
Por conta de eu domar uns potros do regimento, os brigadianos vão me esperar com a barraca armada....aff piorou....
Nossa empresa irá comparecer com um STAND no Festival Hípico Noturno para prestigiar o evento e divulgar nosso trabalho e filosofia....blá blá blá...enfeita enfeita....trova trova...
O problema é que eu comecei a assistir ums filmezinhos e fotinhos das coisas que eu e meus alunos nos cursinhos inventamos junto com nossos cavalinhos, e passei o dia inteiro na frente do computador e só viajei na Helmmans. Parte boa: vixi que tenho história prá contar e foto linda prá ver ... Parte ruim: fico pensando, será que é isso mesmo que eu tenho que fazer ... será que interessa aos outros? Pq eu tenho que fazer isso? Arre
Prá resumir: não fiz p. nenhuma até agora, e os hómi tão lá me esperando.... com a barraca armada!
sábado, outubro 24, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
Jornada vendo estrelas
Diário de bordo data estelar 34.5937898 a bordo da Enterprise Mãe de Deus 913.Estamos já a uma semana nesta jornada pelo desconhecido em luta ferrenha contra as bactérias Klingon e seus aliados.
Nossas baixas são poucas...nenhuma prá falar a verdade. Agora estamos navegando em águas mais calmas, nos recuperando e consertando as avarias ocorridas na nave mãe.
O cansaço está aumentando em nossa tripulação, mas o espírito continua forte e nada nos afastará de nossa missão...chegar sãos e salvos no planeta Sergipe, 88 Constelação Bairro Glória...nossa casa, derrotando os terríveis inimigos.
Vou aproveitar a calmaria para descrever alguns personagens dessa guerra.
Dos médicos:
Dr. Belo, aquele que cura - detestei ele desde o primeiro momento que coloquei os olhos em sua pessoa. Manja aquele médico que jura que é a misura perfeita entre o Super Homem e Path Adams. Magro alto, cavanhaque milimétricamente aparado, olhos azuis e um olhar de sucesso e superioridade que irrita até cego!
Bah...imagina meu primeiro contato com ele:
Minha mãe acabada na cama depois de uma crise de bacteremia, febre de 40 graus...irrompe no quarto um homem de 1.90 de altura, impecável em seu terno xiquetérrimo, mais parecido com um modelo das lojas Dolce e Gabanna. Peraí que esse item precisa de um pouco mais de detalhes: sabe aquiele cara que combina não só o sapato com o cinto e a gravata, mas tambem combina o desenhinho lateral das meias com a linha do forro interno dos bolços e a etiqueta da camisa com o logotipo do lenço (Prada of course) deu prá ter uma idéia? Então...esse pavão real entra na nossa miséria clínica e emocional, abre os braços como o salvador e diz alegremente....e ai minha guria que cara é essa? Vamos se animar! Era o próprio Silvio Santos falando com as suas "colegas de trabalho". Eu, acabada, com as calças embarradas (calças, cabelos e todo o resto) depois de uma noite sem dormir pensei: ora tenha a santa paciência Batman! Isso já é deboche! Se pelo menos ele pudesse esbanjar um pouquinho menos de saúde, quem sabe eu não simpatizava mais com ele...Mas o carinha parecia mostrar o tempo todo que era de uma espécie superior àquela que estava deitada na frente dele. Era de uma espécie que cura, que tem o dom.
Mas isso foi só a primeira impressão. Nos dias seguintes, apesar de vir cada vez mais bem vestido (sé é que isso é possível), mostrou muita competência na sua área...o que tornou as minhas observações todas descritas acima perderem total importância.
Acompanhem nos próximos capítulos os outros personagens:
Dr. Mimosim, o meigo - responsável direto pelo armamento e estratégia contra as bactérias Klingon
Dr. Corto e Resolvo
Enfermeira Chefe Jara
Enfermeira Teresa de Calcutá
Copeira Minha Vida é Pior
Enfermeiro Burrim mas Bonzim
Enfermeira Santa
domingo, agosto 16, 2009
Não tô prá ninguém!
Eu tenho uma mãe que é tudo de bom!
Ela tem 83 anos de idade, a energia de um adolescente, coragem de um paraquedista e autoridade de deixar qualquer general americano da guerra envergonhado. Com certeza é a pessoa mais admirável e que já conheci.
Agora estou tendo a oportunidade de cuidar dela 24 hs por dia. Eu e todo o hospital Mãe de Deus no que depender de mim. Estou tendo a chance de dar um pouquinho do muito que ela me deu em toda a sua vida. Cuidar, dar conforto, pensar em tudo, resolver tudo (mesmo que ela não queira!) deixar tranquila, dar coragem ...
Nesses dias os meus sentimentos vão surgindo e mudando com a velocidade , fúria e beleza de um mar de bandeira preta num dia de tempestade. Sentimentos de impotência e tristeza de vê-la sofrer e de admiração de acompanhar uma pessoinha magrinha e fraquinha se mostrar uma leoa, guerreira, uma fonte de inspiração a cada momento que passa. To aprendendo tanto nesses dias aqui no hospital com ela quanto eu aprendi em todos os meus 45 anos, mais uma vez obrigada mãe, pela aula de dignidade e determinação que tu tá me dando, véia invencível! Podes ter certeza que tudo isso não está acontecendo em vão. Eu to me tornando uma pessoa melhor, como tu sempre esperou. Aprendi a esquecer de mim, a deixar de frescura e ajudar primeiro, sofrer depois, a não fugir da raia. Aprendi a não me esconder do outro lado da porta e deixar outros fazerem o que é meu trabalho, minha responsabilidade, meu dever e sobretudo meu direito. Estou aprendendo ser forte como eu nunca fui e não ter nojo de pés!
Estamos passando por um momento complicadinho mas estamos tirando de letra. A mãe da muié é fera demais.Quando a coisa tá ficando preta, ela puxa um folego lá do dedão do pé e toca em frente.
Prá voces terem uma idéia....nos momentos piores de dor ou febrão, quando eu vou levando ela pro banho ... ela sempre dá uma arrumadinha em algo que ficou desarrumado no meio do caminho...uma roupa jogada, um jornal atirado...ela cambaleia em direção da bagunça! Não tem o que tire ela da decisão de organizar, colocar ordem. 40 de temperatura...tremendo até as orelhas e agarrada nas agulhas de seu trico...fazendo e desmanchando a mesma carreira horas e horas! Tudo difícil mas ela ainda se preocupando com o cabelo desarrumado, ou com os enfermeiros, se ela estava atrapalhando ou se eles estavam vendo ela de bunda de fora!
E o melhor....a gente ri ! Piadas vão surgindo a toda a hora! A gente ri da gente , dos outros, da situação....é uma delícia desmoralizar uma doença, desmoralizar a velhice a ainda de lambuja esbanjar saúde. É isso mesmo....nosso espírito tem uma saúde de ferro, e está ficando cada vez mais forte .
PS. A mãe tá com uns médicos que são uns gatinhos, mas eu bem que gostaria que o House estivesse por aqui...
sexta-feira, junho 19, 2009
terça-feira, abril 14, 2009
Patrão sofre...
Ai ai ai...lá vou eu de novo à cata de gente prá trabalhar comigo.
Que saco, como é difícil! Acho que nos últimos dois anos passou por aqui uns 30 caras.
Quando o homem era bom, a mulher era jararaca, quando a mulher era boa, o cara era ruim. Teve gente séria mas preguiçosa, gente trabalhadora mas louca, gente certa mas sem-vergonha, gente certa, trabalhadora, honesta e boa com cavalos...ops , não, isso foi um sonho que eu tive ontem.
Bah, tem histórias e histórias prá contar sobre essa saga. Mas é um preço que a gente tem que pagar por amar o que faz, ou fazer o que ama.
O problema não é tipos não saberem nada de cavalo...eu até prefro, pq posso ensinar do jeito que eu quero. O problema é que o brasileiro (pelo menos o que vem pedir emprego aqui) não tem ambição prá nada. O negócio deles é trabalhar de dia prá comer de noite. E ai qualquer coisa que tu cobres a mais, aquele esforço, aquele capricho fica pesado. Tá tudo com prazo de validade, cansa logo, não dá nem tempo prá gente se apegar ao tipo.
Tão achando que é exagero meu?
Vou exemplar proces algumas situações, com nomes fictícios...é cráro, vá que algum deles saiba acoierá as tecra no Topless. Toples, sabe? aquela coisinha que da prá falar na Ester Neide...
Sr. João Smith - roupa de pinguço, cara de pinguço, bafo de pinguço...
Veio pedir para trabalhar, mas o que ele sabe fazer mesmo é tocar na noite... Aproveitei a deixa e tasquei-lhe a pergunta:
" E o trago? Gosta? Porque quem trabalha na noite gosta..."
Resposta:
"Não...até que não sabe? Só às vezes de manhã quando tá meio frio....ou calor....Ah! e depois do almoço... antes da séstia - olha prá baixo, remexe no chão com o pé - e de noite né? Porque também...ninguem é de ferro né?"
Ah tá....
Sr. Uéslei Joahnelson - Negão dos óio verde...trabalhador como só ele! Bicho do mato...prá trabalhar era um avião, folga para ele era quando chovia, aí prá descansar iar arrumar alguma coisinha na oficina. Um sonho né? Pois é.A muié dele, a Janicleidirene, uma praga, bonitona...5 fia muié....que trabalhavam mais que ela. A tipa andava enfeitada no meio do mato como se estivesse no shoping mais chique de São Paulo. Ele era escravo da beleza da nega...uma vez me falou:
- as nega daqui são muito diferente...os cabelo delas...
- o que seu Uéslei, como assim?
- ah elas tem o cabelo muito "desdeixado"...
Tudo tava indo manimeni...mas eu sentia que não ia durar...muito pacífico o ambiente para ela, sem gramur.
Percebi que a coisa tinha acabado quando ela colocou um percingue na sobrancelha ...
No outro dia eles estavam indo embora...
Mais um, prá encerrar...
Sr. Ronilosvaldo, uns 45 anos
Esse ´só durou até a terceira pergunta da entrevista.
- Sou faz tudo de mão cheia! Sei arrumar cerca, plantar, serviço de elétrica, trabalho com trator, mexo com gado, cavalos, sei fazer serviço de pedreiro, chapeação e pintura, cirurgia intracraniâna, artroscopia, mapa astral, caço tigres e sei navegar só com a orientação das estrelas.
Minha terceira pergunta:
Qual seu último emprego?
Resposta: Nunca tive patrão, EU SOU MEU PATRÃO!
Se tem uma coisa que eu não suporto é alguém me dando ordens...
Tu só tem que combinar (COMBINAR!) comigo o que vou fazer...depois me deixar em paz...sem ficar enchendo o saco...
É....como diz minha mãe:
"É melhor ouvir isso que ser surda..."
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
sexta-feira, abril 10, 2009
Vencendo o medo
Ai um vídeo nosso prá exempar o que falei antes. É um potro em doma. Reparem como Chico cavaleiro tá tranquilão ai...só propôs a tarefa. Fica esperando o seu parceiro resolver o problema. Dar uma volta e fugir ele não deixa, é coisa prá covardes, mas prá frente é o potro que decide quando estará pronto. Acho muito lindo esse vídeo, toda a luta interna do potro prá vencer seu medo... a suavidade do cavaleiro....o trabalho bem feito...a natureza...os pássaros....o céu azul....o verde da mata....zzzzzzzzzzzz....ronc.....zzzzzzzzz
A muié responde
PREGUNTA PRÁ MUIÉ
Estava treinando minha potra em uma pista fechada e coberta, em um dia ensolarado! Em um dos cantos da pista o sol entra nesse horário do dia!! Qdo derrepente um passarinho passou pela frente dela nesse canto ensolarado, que fica perto do espelho da pista!! Resumindo,, ela não tem problema com o espelho, mas o susto com o passarinho foi tamanho que depois ficou dificil levá-la do tal canto novamente!! Depois do epsodio ainda não montei nela, mas se ela refugar o canto de novo o que devo fazer?? Obrigada bjo
RESPOSTA DA MUIÉ
Oi. Vou te dar umas pistas de como eu faria. Primeiramente voce deve sempre tentar resolver o problema na hora que acontece, tentar acabar o dia sentindo que ela ficou menos assustada com o que acontecei. Não deixar ela ir para casa (baia) com aquilo na cabeça, tenho certeza que tu já foi dormir com um problema...e não é nada bom né? Pois é, prá cavalos também não!
Estava treinando minha potra em uma pista fechada e coberta, em um dia ensolarado! Em um dos cantos da pista o sol entra nesse horário do dia!! Qdo derrepente um passarinho passou pela frente dela nesse canto ensolarado, que fica perto do espelho da pista!! Resumindo,, ela não tem problema com o espelho, mas o susto com o passarinho foi tamanho que depois ficou dificil levá-la do tal canto novamente!! Depois do epsodio ainda não montei nela, mas se ela refugar o canto de novo o que devo fazer?? Obrigada bjo
RESPOSTA DA MUIÉ
Oi. Vou te dar umas pistas de como eu faria. Primeiramente voce deve sempre tentar resolver o problema na hora que acontece, tentar acabar o dia sentindo que ela ficou menos assustada com o que acontecei. Não deixar ela ir para casa (baia) com aquilo na cabeça, tenho certeza que tu já foi dormir com um problema...e não é nada bom né? Pois é, prá cavalos também não!
Talvez até descer dela lá onde se assustou, afrouxar a sela e ficar um pouco por lá sem fazer nada...passando o máximo de confiança possível.
Existe uma idéia que a gente tem que fazer muita coisa quando um cavalo está assustado. Pelo contrário! Tem que fazer nada não! Tem que estar ali, apoiando, incentivando, que tem que fazer as coisas são eles.
Para os dias seguintes, não espere poder passar por ali trabalhando sua potra tecnicamente ao galope, ao trote, voces tem coisas para resolver naquele canto que não incluem trabalhos de flexionamento por exemplo. O trabalho de voce naquele local é resolver o medo, o susto. e isso se resolve ao passo, avançando indiretamente e gradativamente de rédeas muito soltas. Se voce ficar insegura de fazer isso montada, não há problema em fazer inicialmente no cabresto. Não tenha pressa! Não faça daquilo um grande problema! Deixa ela se administrar, deixa ela parar e olhar, de rédeas soltas a uma distancia que se sinta segura. Quando ela se lamber e diminuir a energia "fugitiva", é momento para convidá-la a se aproximar mais um pouco. Ela tem que ter a iniciativa de passar por ali, e vai querer passar!
Se voce fizer certo, ela sentirá necessidade de investigar novamente o local, porque tudo o que um cavalo não quer é ficar tomando susto à toa, como um bobo. Cavalos sentem necessidade de investigar coisas que assustam, para não fugir de algo desnecessariamente e assim gastar gasolina e ficar com o tanque vazio e não poder fugir quando o leão atacar. Faz sentido prá ti?
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
quarta-feira, abril 08, 2009
Ainda sobre Jack

Bah vão me desculpar, mas eu não tenho paciência com burrice!
Não sei e não quero nem saber se pode ou não pode colocar essas fotos..mas vou colocar. Porque ilustram muito bem o que falei no texto anterior. Lembram? Jack o estripador....John Lennon? Pois é...aí estão alguns aprendizes do Jack.
É dose prá leão! É curso sim! Curso Horsemansheep Racional Adaptado Tabajara Microondas Nuclear Solar Five Stars
"E funciona"...
Claro que funciona, afinal, cavalos aceitam muito desaforo! São muito burros também....acho que se fossem menos generosos e matassem ou machucassem mais pessoas, principamente os gênios que fazem essas arapucas, as pessoas teriam que aprender mais e respeitar mais. Mas não....os abobados aguentam tanta barbárie e ainda no final resultam "domados" , que os superdotados treinadores Horsemanpicchips Helmans Tabajara se acham bons e arranjam patéia e seguidores....


Aqui já com uma técnica mais aprimorada....com as patas amarradas nos moirões da cerca. Método extremamente seguro tanto para cavalo como para cavaleiro...sem falar do conforto e tranquiidade que isso passa para o anemar cavalar
Nesta foto, a pessoa segurando o cabo preso à pata do quadrúpede irracional está realizando uma demonstração claríssima do princípio básico da técnica utiizada: "cavalos podem ser mais inteligentes que nós...mas nós somos mais fortes...he he he".
Ai que rééééiva que me dá! Putzgrila!
Ai que vergonha do compadre....
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
domingo, abril 05, 2009
Dando nome aos bois
É muito comum perguntarem prá mim se o que eu faço é "doma racional" ou...é aquela coisa do Monty Roberts...ou ainda, "Sei! eu vi o filme "O Encantador de Cavalos". E eu sempre me atrapalho para dar a resposta. Hoje em dia está surgindo uma enxurrada de gente que pratica e ensina o "horsemanship". É uma coisa impressionante a velocidade que estão procriando...mais rápido que aliens. Quando eu comecei, as pessoas daqui não conheciam nem o termo, imagine ensinar a técnica. Eram tempos difíceis, eu sentia falta de referências, de gente para me ensinar, isso foi em meados da década passada (muié dinossaura)...
Aí de uma hora prá outra a coisa pegou, virou moda. Acredito que o que fez isso acontecer foi a paixão que o cavalo desperta nas pessoas, imagina então saber que existe uma maneira de aprender se comunicar na linguagem deles!! Bah! é tudo o que quem gosta de cavalos sonhou a vida inteira! Conversar com cavalos.
Pois é...beleza. O problema que há os que conversam, os que trocam idéias mas há também gritam ordens, os que xingam e até os que humilham, mas tudo isso tem levado o mesmo nome...aí é brabo né?
É isso o que me incomoda. Uma palavra não define o que tanta gente faz de tantas formas diferentes. Vou tentar explicar melhor. Tanto John Lennon como Jack, o estripador eram britânicos, falavam ingles....mas com quem seria melhor conversar?
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
sexta-feira, abril 03, 2009
FALANDO SÉRIO...

COMUNICAÇÃO : um avenida de duas mãos
Em qualquer atividade eqüestre, sobretudo em rédeas e adestramento, por seu nível de exigência, de precisão, obediência e complexidade de execução, é fundamental uma comunicação efetiva e correta entre o cavalo e seu cavaleiro. Porém essa comunicação se vê limitada pelo enfoque humano do conceito, pois estamos acostumados a julgar o mundo de acordo com o nosso ponto de vista e, de fato, geralmente não se considera que o cavalo possa ter o seu próprio universo. Sua forma de pensar e de compreender os fenômenos do mundo exterior é muito diferente da maneira do homem, pois suas necessidades biológicas também o são.
Isto faz com que falemos idiomas distintos e que a comunicação entre os dois seja muito difícil, a tal ponto que quando nós nos comunicamos com o cavalo, o que fazemos na realidade é somente lhe ditar ordens que confundimos com diálogo. A maioria das vezes o animal nem sequer as entende. Depois de muito trabalho, apesar de nossa incapacidade de nos fazermos compreender, depois de centenas de repetições e de outras tantas horas de trabalho, ele consegue associar. Tudo isso como “adivinhando”. E relaciona suas ações com os estímulos que recebe geralmente nada gentis.
É então que o consideramos tê-lo adestrado. Com muita freqüência acreditamos que estamos nos comunicando com o cavalo, quando geralmente o que fazemos é atrofiar sua habilidade para avaliar estímulos contraditórios e assim anular sua capacidade de tomar decisões.
Não obstante, a comunicação em “seu próprio idioma” é altamente eficiente e sua capacidade de compreender o que se pede a ele somente tem comparação com a vontade que empenha em satisfazer-nos.
É surpreendente que não se necessite mais de três repetições – menos de cinco minutos para que se torne clara nossa solicitação e se inicie o processo de execução, que neste caso será eficiente, decidida, oportuna e precisa, em poucas palavras, do mais alto rendimento.
Para mim, não existe nenhuma contradição. A diferença se faz no ponto de vista do observador, que julga de acordo com o resultado de sua tarefa.
Freqüentemente nossos sinais não são específicos, resultam pouco claros ou ainda, contraditórios. De fato, a natureza equina – substancialmente diferente à nossa – que levamos entre nossas pernas, é uma máquina altamente eficiente de perceber estímulos do meio, tanto que nossa propria receptividade se torna muito pequena e não somos conscientes dos inúmeros sinais que emitimos involuntariamente e que têm que ser ignorados pelo cavalo por carecer de significado.
É demasiado pedir a nossos cavalos que, além de manterem-se obedientes a sinais julgados antropocentricamente, ignorem não só os que recebem além de nossas ações, senão também os que realizamos sem ter a intenção de faze-lo. Estes sinais falsos confundem o animal até que ele aprenda a ignorá-los. Na realidade é um processo de insensibilização involuntário que faz indolente ou distraído o cavalo, que depois ignora também os sinais que tem um propósito específico.
Com essa má comunicação tendemos, como muitas outras coisas que ocorrem sem que nos demos conta, a reduzir o enorme acervo de sensações que o cavalo tem à sua disposição de maneira natural.
É um grande desperdício e portanto um erro, não aproveitar essa grande capacidade de captura de sinais, simplesmente porque não sabemos mais sobre a natureza do cavalo, de suas capacidades receptivas e suas limitações de abstração, porque não sabemos de que maneira o cavalo aprende e retém as informações, porque não sabemos que não é necessário mais que tres repetições para que um cavalo entenda completamente um exercício.
Poucos ginetes têm completamente clara a importância de não dizer nada quando se trata da comunicação com o cavalo, pois para este,, o melhor sinal é receber nenhum, pois significa que fez o correto.
Antes dos afagos, carícias ou cenouras, massagens e ótima alimentação, o cancelamento de um estímulo, é a primeira e mais importante manifestação do reforço positivo e é a melhor mensagem que podemos dar à nossa montaria quando esta executou a tarefa de forma acertada.
A execução correta e o melhor esforço do cavalo em seu desempenho – que finalmente distingue ganhadores de perdedores - , estarão regidas pela busca da suspensão das ordens. A vontade que o animal emprega, entendida não só como a ausência de resistências ou manifestações indesejáveis, mas também como o esforço extra para saltar mais alto, correr mais rápido ou executar com mais precisão uma manobra determinada, estará em função direta da clareza que ele tem de que depois do cumprimento correto, encontrará sua recompense, que é o cancelamento do uso das ajudas, rédeas ou a tensão corporal, que é precisamente: não dizer nada.
Costumo dizer que para um treinador medíocre, o cavalo sempre está devendo para ele, que o cobra sempre cada vez mais em treinamentos fatigantes, monótonos, com infinitas repetições sem sentido para o cavalo, pois o spin, o salto ou o tempo atingido na raia em uma corrida sempre deveriam estar melhores. Esse exagero só pode resultar na diminuição da qualidade da execução da tarefa solicitada, seja por fadiga, dor ou confusão ( ou o que é mais freqüente, um somatório de tudo isso).
Já o treinador consciente, nem sempre o mais habilidoso, porém aquele mais sensível e conhecedor os limites e potencialidades do seu cavalo, contenta-se com muito menos, cessando o exercício ao menor vislumbre de que sua montada entendeu e emprenhou-se. Esse sabe que para conquistara uma performance ideal, é necessário um cavalo não apenas afinado técnicamente, mas também equilibrado físicamente e moralmente.
Muitas vezes entristeço ao ver treinamentos nas mais diversas modalidades indo na contramão do que é certo, saudável e produtivo para o cavalo. Treinamentos abusivos, extenuantes, aborrecidos e executados muito mais em função de inseguranças psicológicas do treinador em véspera de competições. Esforços exagerados que só fazem com que o cavalo execute cada vez com menos qualidade suas figures, levando o treinador, que julga como na maioria das vezes, que o erro é do animal, a repetir mais e mais, produzindo um círculo vícioso extremamente nocivo à vida atlética deste animal. Sim, saem vencedores mesmo com esse tipo de treinamento , mas é fruto da generosidade equine, apesar do treinador, e não por causa dele! E isso tem um preço, que sera cobrado logo ali na esquina, pela diminuição da performance e da vida atlética de um cavalo.
Está mais do que na hora dos treinadores aprenderem a se comunicar de forma eficiente, para o bem dos cavalos e a evolução dos esportes equestres no Brasil.
Em qualquer atividade eqüestre, sobretudo em rédeas e adestramento, por seu nível de exigência, de precisão, obediência e complexidade de execução, é fundamental uma comunicação efetiva e correta entre o cavalo e seu cavaleiro. Porém essa comunicação se vê limitada pelo enfoque humano do conceito, pois estamos acostumados a julgar o mundo de acordo com o nosso ponto de vista e, de fato, geralmente não se considera que o cavalo possa ter o seu próprio universo. Sua forma de pensar e de compreender os fenômenos do mundo exterior é muito diferente da maneira do homem, pois suas necessidades biológicas também o são.
Isto faz com que falemos idiomas distintos e que a comunicação entre os dois seja muito difícil, a tal ponto que quando nós nos comunicamos com o cavalo, o que fazemos na realidade é somente lhe ditar ordens que confundimos com diálogo. A maioria das vezes o animal nem sequer as entende. Depois de muito trabalho, apesar de nossa incapacidade de nos fazermos compreender, depois de centenas de repetições e de outras tantas horas de trabalho, ele consegue associar. Tudo isso como “adivinhando”. E relaciona suas ações com os estímulos que recebe geralmente nada gentis.
É então que o consideramos tê-lo adestrado. Com muita freqüência acreditamos que estamos nos comunicando com o cavalo, quando geralmente o que fazemos é atrofiar sua habilidade para avaliar estímulos contraditórios e assim anular sua capacidade de tomar decisões.
Não obstante, a comunicação em “seu próprio idioma” é altamente eficiente e sua capacidade de compreender o que se pede a ele somente tem comparação com a vontade que empenha em satisfazer-nos.
É surpreendente que não se necessite mais de três repetições – menos de cinco minutos para que se torne clara nossa solicitação e se inicie o processo de execução, que neste caso será eficiente, decidida, oportuna e precisa, em poucas palavras, do mais alto rendimento.
Para mim, não existe nenhuma contradição. A diferença se faz no ponto de vista do observador, que julga de acordo com o resultado de sua tarefa.
Freqüentemente nossos sinais não são específicos, resultam pouco claros ou ainda, contraditórios. De fato, a natureza equina – substancialmente diferente à nossa – que levamos entre nossas pernas, é uma máquina altamente eficiente de perceber estímulos do meio, tanto que nossa propria receptividade se torna muito pequena e não somos conscientes dos inúmeros sinais que emitimos involuntariamente e que têm que ser ignorados pelo cavalo por carecer de significado.
É demasiado pedir a nossos cavalos que, além de manterem-se obedientes a sinais julgados antropocentricamente, ignorem não só os que recebem além de nossas ações, senão também os que realizamos sem ter a intenção de faze-lo. Estes sinais falsos confundem o animal até que ele aprenda a ignorá-los. Na realidade é um processo de insensibilização involuntário que faz indolente ou distraído o cavalo, que depois ignora também os sinais que tem um propósito específico.
Com essa má comunicação tendemos, como muitas outras coisas que ocorrem sem que nos demos conta, a reduzir o enorme acervo de sensações que o cavalo tem à sua disposição de maneira natural.
É um grande desperdício e portanto um erro, não aproveitar essa grande capacidade de captura de sinais, simplesmente porque não sabemos mais sobre a natureza do cavalo, de suas capacidades receptivas e suas limitações de abstração, porque não sabemos de que maneira o cavalo aprende e retém as informações, porque não sabemos que não é necessário mais que tres repetições para que um cavalo entenda completamente um exercício.
Poucos ginetes têm completamente clara a importância de não dizer nada quando se trata da comunicação com o cavalo, pois para este,, o melhor sinal é receber nenhum, pois significa que fez o correto.
Antes dos afagos, carícias ou cenouras, massagens e ótima alimentação, o cancelamento de um estímulo, é a primeira e mais importante manifestação do reforço positivo e é a melhor mensagem que podemos dar à nossa montaria quando esta executou a tarefa de forma acertada.
A execução correta e o melhor esforço do cavalo em seu desempenho – que finalmente distingue ganhadores de perdedores - , estarão regidas pela busca da suspensão das ordens. A vontade que o animal emprega, entendida não só como a ausência de resistências ou manifestações indesejáveis, mas também como o esforço extra para saltar mais alto, correr mais rápido ou executar com mais precisão uma manobra determinada, estará em função direta da clareza que ele tem de que depois do cumprimento correto, encontrará sua recompense, que é o cancelamento do uso das ajudas, rédeas ou a tensão corporal, que é precisamente: não dizer nada.
Costumo dizer que para um treinador medíocre, o cavalo sempre está devendo para ele, que o cobra sempre cada vez mais em treinamentos fatigantes, monótonos, com infinitas repetições sem sentido para o cavalo, pois o spin, o salto ou o tempo atingido na raia em uma corrida sempre deveriam estar melhores. Esse exagero só pode resultar na diminuição da qualidade da execução da tarefa solicitada, seja por fadiga, dor ou confusão ( ou o que é mais freqüente, um somatório de tudo isso).
Já o treinador consciente, nem sempre o mais habilidoso, porém aquele mais sensível e conhecedor os limites e potencialidades do seu cavalo, contenta-se com muito menos, cessando o exercício ao menor vislumbre de que sua montada entendeu e emprenhou-se. Esse sabe que para conquistara uma performance ideal, é necessário um cavalo não apenas afinado técnicamente, mas também equilibrado físicamente e moralmente.
Muitas vezes entristeço ao ver treinamentos nas mais diversas modalidades indo na contramão do que é certo, saudável e produtivo para o cavalo. Treinamentos abusivos, extenuantes, aborrecidos e executados muito mais em função de inseguranças psicológicas do treinador em véspera de competições. Esforços exagerados que só fazem com que o cavalo execute cada vez com menos qualidade suas figures, levando o treinador, que julga como na maioria das vezes, que o erro é do animal, a repetir mais e mais, produzindo um círculo vícioso extremamente nocivo à vida atlética deste animal. Sim, saem vencedores mesmo com esse tipo de treinamento , mas é fruto da generosidade equine, apesar do treinador, e não por causa dele! E isso tem um preço, que sera cobrado logo ali na esquina, pela diminuição da performance e da vida atlética de um cavalo.
Está mais do que na hora dos treinadores aprenderem a se comunicar de forma eficiente, para o bem dos cavalos e a evolução dos esportes equestres no Brasil.
Inspirado em texto de Chico Ramirez, El señor de los caballos
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
segunda-feira, março 30, 2009
Casa cheia
Chegaram 5 potros xucros aqui em casa para o curso de doma que vou ministrar em abril.
Meu trabalho inicial, se é que dá para chamar algo tão prazeroso de trabalho, é colocá-los confortáveis em um bom piquete, com sombra água fresca e boa comida, e ficar observando, observando, observando…
Observando cada atitude, cada indivíduo, cada movimento. Quem é inseguro, curioso, irritado, calmo, etc. Deixando que eles comecem a me dar uma idéia de qual será a melhor maneira de trabalhar com cada um. Afinal,são eles que escolhem qual caminho que vamos seguir, eu só sei onde quero chegar.
Observando esse grupo não pude deixar de sentir uma inveja da espécie deles. Como ela é mais evoluída que a nossa. Hmmm…isso deve ter feito algumas pessoas se retorcerem na cadeira…calma! já explico! Cavalos são muito mais bem sucedidos em se comunicar que nós. Vejam como esse grupo trabalhou de forma unânime e harmônica numa situação tão caótica como a que se apresentou para eles nesse momento. Só prá dar uma idéia do tamanho da façanha, imaginem voces, vivendo todos os anos da sua existência num lugar muito tranquilo, com seus parentes e amigos, sem nenhuma grande novidade, exceto 3 ou 4 ocasiões desagradáveis (infelizmente prá nós,todas elas vinculadas à presença humana) como marcação a ferro quente e castração. De repente são colocados à força em um grande baú, barulhento, que se movimenta e se sacode o tempo inteiro durante 8 horas, e depois saírem de lá para um lugar que nunca viram antes, sem saber nada de nada!
Pois é! Isso aconteceu com esses cavalos, e assim que eles chegaram, já estavam trabalhando juntos, como que numa linda coreografia, com a absoluta convicção de que a força está no grupo e no objetivo comum, que no caso deles é sobreviver. Trabalhando para saber o máximo possível sobre a nova situação, contando e confiando somente uns com os outros.
Agora, apenas para reforçar minha opinião sobre a superioridade equina no quesito comunicação, gostaria que voces lembrassem da sua última reunião de negócios, trabalho, do time, da diretoria,da federação, do grupo de estudos, de viagens ….foi tão simples assim?
Meu trabalho inicial, se é que dá para chamar algo tão prazeroso de trabalho, é colocá-los confortáveis em um bom piquete, com sombra água fresca e boa comida, e ficar observando, observando, observando…
Observando cada atitude, cada indivíduo, cada movimento. Quem é inseguro, curioso, irritado, calmo, etc. Deixando que eles comecem a me dar uma idéia de qual será a melhor maneira de trabalhar com cada um. Afinal,são eles que escolhem qual caminho que vamos seguir, eu só sei onde quero chegar.
Observando esse grupo não pude deixar de sentir uma inveja da espécie deles. Como ela é mais evoluída que a nossa. Hmmm…isso deve ter feito algumas pessoas se retorcerem na cadeira…calma! já explico! Cavalos são muito mais bem sucedidos em se comunicar que nós. Vejam como esse grupo trabalhou de forma unânime e harmônica numa situação tão caótica como a que se apresentou para eles nesse momento. Só prá dar uma idéia do tamanho da façanha, imaginem voces, vivendo todos os anos da sua existência num lugar muito tranquilo, com seus parentes e amigos, sem nenhuma grande novidade, exceto 3 ou 4 ocasiões desagradáveis (infelizmente prá nós,todas elas vinculadas à presença humana) como marcação a ferro quente e castração. De repente são colocados à força em um grande baú, barulhento, que se movimenta e se sacode o tempo inteiro durante 8 horas, e depois saírem de lá para um lugar que nunca viram antes, sem saber nada de nada!
Pois é! Isso aconteceu com esses cavalos, e assim que eles chegaram, já estavam trabalhando juntos, como que numa linda coreografia, com a absoluta convicção de que a força está no grupo e no objetivo comum, que no caso deles é sobreviver. Trabalhando para saber o máximo possível sobre a nova situação, contando e confiando somente uns com os outros.
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
quarta-feira, março 25, 2009
Que delícia de UTUBIS

Aconteceu uma coisa muito bonita comigo ontem. Parece que quando eu começo a azedar, perder a fé nos homens, que já não é lá essas coisas, alguém lá de cima, só pra contrariar manda acontecer uma coisa bacana prá mim...
O negócio é o seguinte, eu achei um cara no utube há mais de um ano atrás que faz um trabalho muito interessante, que ele intitula Hybrid Horsemanship. O nome de guerra dele é Endospink, muito bacana.
Pois é, o homenzinho dentre outras coisas faz deitar cavalos complicados de comportamento apenas usando um bridão e muita agilidade e timing. Fiquei maluca. Claro que a muié aqui teve que testar.
Quá morri! Levei um tempão com cada cavalo. Mas apesar dos meus erros deu certo. Fiz com alguns cavalos, mas ainda não estou nem um pouco contente, acho que na primeira deitada sempre atrapalho demais os cavalos (o pobre Quali que o diga!). Cheguei a comentar com um amigo meu que eu gostaria de poder comprar os vídeos que ele vende ensinando a técnica (TAP = Temporary Attitude Persuader ).
Anyway, eu mylsef tenho uns vídeos no utubis, inclusive o chamado "Laying Down horses" em que eu cito o Hybrid Horsemanship. Não é que o cara viu e me mandou um recado?!?!?! Mas me caiu todinhos os butiá do bolso e até pisei em cima!
Depois disso já fiquei que nem eu mesma me aguentava...respondi agradecendo e que era uma honra receber um recado dele e que eu espero que um dia ele venha ao Brasi nos ensinar mais.
Tão pensando que é muito pouco?? Então ó só o que ele mandou mais...
"The TAP
Hi,Here is the link to the Tap files that are on the flash drive people are buying. You don't have to pay because you did a lovely gentle job and thats the message I hoping to send out..
Hi,Here is the link to the Tap files that are on the flash drive people are buying. You don't have to pay because you did a lovely gentle job and thats the message I hoping to send out..
Here is a bonus vid I did recently as well..
I would love it if you posted you laying down vid as a video response to my Tap vid that is attached to this letter..Thanks again..Paul "
Traduzindo: Voce é a mulher mais maravihosa que eu já vi! Sua nobreza, elegância e sabedoria com cavalos é para mim....Tá tá! é brincadeirinha...
Na verdade ele falou mais ou menos isso: "bom trabalho, vou te dar os vídeos que eu ensino a técnica, voce não precisa pagar porque voce fez um trabaho gentil e é essa a mensagem que eu quero passar."
Desculpa se pareço muito exibida tá? É a pura verdade, não pareço não! Estou exibida até o último fio de cabelo e orguhosa também. Putz, eu me esforço prá caramba, trabalho e sofro para ser competente para os cavalos (PARA OS CAVALOS e não com os cavalos ou para as pessoas que tem os cavalos). Na maioria das vezes estou sempre achando que eu podia ter feito melhor, voces não imaginam! Isso é uma escravidão mental! Sou carrasca de mim mesma...e é muito legal ver alguém discordar comigo e me dizer que fiz um nice job...
Abraços e até mais, que agora vou sair para dar alguns autógrafos....
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
terça-feira, março 24, 2009
Fogueira das Vaidades
Putz vou ter que falar sério agora ...
Eu estava futricando em uma comunidade de horsemanship que eu acho bem legal no yourgute e vi uma coisa que me deixou embuchada e vou ter que despejar. Melhor lugar prá isso que seu próprio brógue não há.
O causo foi o seguinte:
Um dos tópicos me chamou a atenção, pois seu título era: "Lerdinha". Fiquei curiosa, não sei dizer bem porque, se foi por me identificar com a situação da póbicha ou por ter aquela vontade de ajudar cavalos que têm problemas com pessoas. Mas o certo é que fui ler o problema da moça e sua "Lerdinha" .
Bueno, ai vai resumidamente a história delas: a´"Lerdinha" (doravante Lelér - já to amando ela...to pensando até em fazer uma corrente pró lerdos...), foi pra uma cavalgada com um amigo da moça e não conseguiu acompanhar a turma...ficava sempre pra trás (sei bem como é que é isso), com passinhos de formiga. Antes era bem caminhadeira e agora não é mais, virou lerdinha. Ahn! Até quando ela era bem mais gorda (desconfiam agora o porque da minha simpatica?) caminhava mais rápido. A pergunta da proprietária é saber se existem exercícios para aumentar a velocidade ao passo.
Um detalhe: a dona da égua é novata, está pedindo socorro a uma comunidade cheia de gente experiente...achei bem legal isso. Quer dizer, estava achando bem legal essa história de comunidade e discussões, até chegar ali na esquina...porque depois comecei a ler as respostas, já me tapei de mosca!
Well, não sei nem por onde começar a falar o que eu pensei sobre o que li. Era tanta técnica e manobras de se fazer um cavalo andar mais rápido que dava prá se perder. Tinha umas respostas que pareciam ter sido escritas pelo próprio filho do Machado de Assis com a Anita Garibaldi, o Garibaldo de Assis, pouca gente ouviu falar dele, mas foi um mestre exímio tanto na nobre arte de dominar o equus caballus como a pena (= caneta, seus incultos!).
Se tiver alguém dessa comunidade lendo essas mal escritas linhas, não fiquem chateados comigo, eu sei que a intenção de muitos ali é ajudar.
Num dado momento rolou até pedrada, baixaria, as facções eram: eruditos x objetivos, gaúchos x cariocas, treinadores x ex alunos, bonitos x feios, rédeas x adestramento e por ai vai...virou batalha prá ver quem sabe mais, quem ajuda mais, quem compreende mais o horsemanship.
Era La Guèriniériè prá lá, Latu sensu prá ca, cutucadinha com a perna prá lá, mexe quadril prá cá... Aperta a perna, NÃO! Não aperta a perna! Mexer o quadril funciona! (ahhh funciona...e como...) Não! Quadril não funciona porque eu já fiz em UM cavalo e não deu certo (claro que esse um cavalo é igual a todos os outros e o cavaleiro fez tudo super correto para ter essa estatística ultra representativa).
E a Lelér e sua dona ali, esperando, assistindo. Afinal não podem falar nada mesmo, uma porque é novada e a outra porque é cavalo.
Sabe o que foi que mais me chateou vendo as pessoas nesse debate, com opiniões e dicas até por vezes muito sensatas. Me aborreceu o fato de ver que ninguém, NINGUÉM! pensou em saber mais da Lelér! Perguntar mais coisas prá ela! Tenho certeza que ela falaria se alguém perguntasse! O que voce tá sentindo? Dói em algum lugar? O teu sapato tá bom prá caminhar? Conta prá nós que a gente é horseman!
Não....foi todo mundo pro tratamento. Diagnóstico prá que?!?!
É isso, o cavalo na maioria das vezes sofre pela vaidade e antropomorfismo (ui!) das pessoas que o manejam. Sofre porque ainda tem muita gente que sabe muito sobre cavalo, mas sobre o cavalo que está dento da cabeça delas. O cavalo tem seu próprio universo e suas próprias razões! Puxa vida! Ninguém pensou em saber porque? PORQUE ELA PAROU DE SER CAMINHADEIRA?!?!Ninguém prestou atenção nesse detalhe que faz toda a diferença na história da Leler: Ela ERA bem caminhadeira, PASSOU a ter passos de formiga!!!!! Nenhum cavalo decide se lerdo, sem mais nem menos ora bolas!
Enquanto todos estão discutindo sobre o cavalo e o remédio ideal para a Lelér de dentro de suas cabeças, com os olhos embaçados pela névoa da vaidade e retórica.
Só sei que fiquei mais triste com a coisa. Triste porque num meio que se diz amante do bom horsemanship, cometeram um erro que não perdôo. Ficaram uns olhando pros outros e de costas para o cavalo. Prá mim isso é a contramão do horsemanship verdadeiro,
Bah que saco....paciência Lelér...tomara que alguém te escute melhor. Boa sorte. To torcendo por ti.

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Denise Bicca , a muié dos cavalos
segunda-feira, março 23, 2009
Missão cumprida...por enquanto
É com muito orgulho que anuncio aqui que meu querido pupilo Gafanhoto está montado na sua potra Ventania. E ambos estão vivos e saudáveis ainda!
Aconteceu neste fim de semana a façanha! Foi muito bacana. Foram momentos de muito orgulho, da Ventinho, que é a responsável pelo aparecimento de mais 14 cabelos brancos na minha cabeça e do Gafa me trouxe só 8...
Foi muito tranquilo.
E tenho certeza que a razão disto está principalmente no fato de que nós tres não deixamos nada prá trás, nenhum problema que ia surgindo no meio do caminho a gente deixava por isso mesmo....não, a gente queimava as pestanas queimava também as mãos nas cordas, suava as camisetas e o pelo prá que tudo ficasse bem entendido entre nós, sem mágoas. Sempre usando todos os nossos termômetros.
É como eu digo, é preciso merecer se dar bem com cavalos, é preciso ser muito educado para ter um cavalo educado.
Parabéns prá nós!
PS 1. A história não vai se estancar por aqui....
PS 2.Recado pro G.: Definição de pestanas no Aurélio: pelos da borda superior das pálpebras.gír Queimar pestanas= estudar muito; Fazer ou tirar pestana = cochilar. POR FAVOR...não confunda, principalmente quando estiveres no João XXIII)!
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