Seguinte pessoal, com os dias INTEIROS de chuva que tem acontecido por aqui...eu ando enfurnada dentro de casa, fogão a lenha, pipoca e só na frente do computador, viajando na maionese.
Já fui pros EUA, pra Austrália, dei entrevista na Ana Maria Braga e no Fantástico, fiz curso com o Pat Parelli, importei cavalos para eu começar minha criação da raça Tinker, fiquei amiga da Stacy Westfall e cliniquei em Dubai para o Al Maktun (primo do Al Pacino), namorei o House e fui indicada ao Oscar.
Entre uma viajada e outra, eu pensei em algo útil como espalhar aos quatro ventos que estou com um curso bem bacana de Horsemanship e tenho interesse em ministrá-lo em qualquer canto do Brasil.
Quem tiver interessado deixa recado!
Aproveita que vai chover até o fim de semana e eu vou estar bem concentrada nisso!
Abraços.
PS . Não demorem muito que eu tô com uma viagem de férias com a turma do CSI para o Egito!
terça-feira, julho 29, 2008
Chove chuva
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
segunda-feira, julho 28, 2008
Que tri!
Mas esse brógue tá ficano muito xique mezzzz.....
Até adicionar vídeos tô conseguino!
Agora pessoal, vam se mechê tá legal?!
Quero muitos comentários! Muitos! Senão vou ficar acanhada e nunca mais faço nada nesse tróço! Talvez eu até pare de trabalhar com cavalos....
Até adicionar vídeos tô conseguino!
Agora pessoal, vam se mechê tá legal?!
Quero muitos comentários! Muitos! Senão vou ficar acanhada e nunca mais faço nada nesse tróço! Talvez eu até pare de trabalhar com cavalos....
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É como eu digo....
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My baby
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
terça-feira, julho 15, 2008
CURSO GALLOP - já tô com saudades



Mas bah que estréia!
Foi muito legal o curso. Com certeza a inspiração toda veio dos meus colegas de trabalho, o Halloween, o Gateado, o Mouro e a Brasa. Sem falar nos meus alunos, todos nota 10 estrelinha!
Eu fiquei com uma inveja deles, daquela alegria e entusiasmo que eles estavam sentindo ao descobrir que dá prá falar sim e de verdade com cavalos!
Essa sensação (que eu senti há uns 9 anos atrás, e que ainda me lembro como se fosse hoje) é demais da conta.... a gente fica com cara de abobado, adescurpem os meus aluninhos, mas tava todo mundo com cara de abobado sim. Fica com cara de apaixonado, vidrado, chapado, tonto, zonzo, banzo... e é muito bom.
Como sempre, fico com a impressão que a pessoa que mais aprendeu e se divertiu no curso fui eu .
OBRIGADÃO PESSOAL!
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
quarta-feira, julho 02, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
Chico Ramirez - O "Senhor dos cavalos"

Tive o prazer de trabalhar junto com ele em São Paulo, no IV Encontro Internacional de Horsemanship (azááááááhhh). Até aí tudo bem....um gringo ajeitado com os cavalos. Depois de tempos, olhei o site dele com mais detalhes (sabe como é...DDA pega no tranco....). Primeiro eu fiquei toda prosa (é! sô velha sim!) de ler o que ele escreveu de mim mesma enquanto eu própria sobre meu migo...que é óvio, óóóvio , vou transplantar, transladar transmutar transcolar para cá. Porque é claro que se o brógue é meu, eu posso! Já que ninguém gava....Aí vai: e vai em castellano que es más hermoso por su puesto!"Para mí fue altamente gratificante constatar la suavidad y paciencia de Denise Bicca, que con gran prudencia nos mostró sus habilidades en el trabajo desde el piso especialmente en el tema de insensibilización, columna vertebral de su trabajo en la policía de Porto Alegre. Con gran delicadeza y clara forma de explicar sus acciones, Denise llevó paso a paso al ejemplar que le tocó en suerte, a niveles de ejecución y obediencia notables en esos tres memorables días."
Agora, olha só que coisa maravilhosa que ele escreveu! Dá-lhe Marcelino ! Dá-lhe Chico Ramirez, señor dos cavalos!
CONTRADIÇÕES
Marcelino Ramirez, 5 ago 2002
A natureza eqüina é extraordinariamente complexa, mais do que geralmente cremos, prova disso é a freqüência com que encontramos opiniões contraditórias sobre ela, escritas ou verbais.
Muitos descrevem o cavalo como uma criatura dócil, enquanto que outros o consideram ignorante e até indômito; se afirma que é um ser tímido e sem embargo se exalta sua valentia em combates e em ações que não admitem indecisões ou titubeios; há quem o mencione como afetuoso e quem o faça como uma criatura hostil e perigosa; alguns acreditam que é extraordinariamente inteligente e há quem afirme que é sumamente estúpido; quem os tome por educado, mas também com torpe e lento para compreender o que se pede a ele; ainda outros pensam que é impetuoso enquanto que há quem pense que é fleumático e até indolente...
Tantas diferenças de opinião dão muito que pensar. O quanto conhecemos realmente o cavalo? Será possível conjugar extremos diametralmente opostos? Será o cavalo realmente tão ambíguo? E se for assim, quanto corresponde verdadeiramente à sua personalidade e quanto à apreciação de suas atitudes?
É difícil saber, mas o que realmente é um fato, é que geralmente cada cavalo pode assumir atitudes totalmente diferentes de acordo com a forma com que se maneja com ele. Por esta razão, encontramos tanta diversidade de opiniões, pois cada um opina segundo o que lhe vai à cabeça, gerando a maior controvérsia que atualmente existe na equitação.
É por isso que podemos ter um cavalo que ante um tipo de trato nos parece indômito, violento, estúpido ou torpe e sob outro tipo de manejo é o animal mais manso, inteligente e nobre que já vimos.
O Manejo Natural faz a diferença em qualquer cavalo, mas esta transformação não se dá de maneira espontânea nem tem a ver com sorte, depende, sobretudo de se obter uma comunicação eficiente e clara com ele.
Não obstante, essa comunicação se vê limitada pelo enfoque humano do conceito, pois estamos acostumados a julgar o mundo de acordo com o nosso ponto de vista e de fato, geralmente não se considera que o cavalo possa ter o seu próprio. Sua forma de pensar e de compreender is fenômenos do mundo exterior é muito diferente a do homem, pois suas necessidades biológicas também o são.
Isto faz com que falemos idiomas distintos e que a comunicação entre os dois seja muito difícil. A tal ponto que quando segundo nós os comunicamos com o cavalo, o que fazemos na realidade é somente lhe ditar ordens que confundimos com diálogo. A maioria das vezes nem sequer a compreende, até que, apesar de nossa incapacidade de nos fazermos compreender, depois de centenas de repetições e outras tantas horas de trabalho, consegue associar – como adivinhando – suas ações com os estímulos que recebe geralmente nada gentil.
É então que o consideramos tê-lo adestrado. Com muita freqüência acreditamos que estamos nos comunicando com o cavalo, quando geralmente o que fazemos é atrofiar sua habilidade para avaliar estímulos contraditórios e assim anular sua capacidade de tomar decisões.
Não obstante, a comunicação em “seu próprio idioma” é altamente eficiente e sua capacidade de compreender o que se pede a ele somente tem comparação com a vontade que empenha em satisfazer-nos.
É surpreendente que não se necessite mais de três repetições – menos de 5 minutos 0 para que se torne clara nossa solicitação e se inicie o processo de execução, que neste caso será eficiente, decidida, oportuna e precisa, em poucas palavras, do mais alto rendimento.
Para mim, não existe nenhuma contradição, a diferença se faz no ponto de vista do observador, que julga de acordo com o resultado de sua tarefa.
Marcelino Ramirez, 5 ago 2002
A natureza eqüina é extraordinariamente complexa, mais do que geralmente cremos, prova disso é a freqüência com que encontramos opiniões contraditórias sobre ela, escritas ou verbais.
Muitos descrevem o cavalo como uma criatura dócil, enquanto que outros o consideram ignorante e até indômito; se afirma que é um ser tímido e sem embargo se exalta sua valentia em combates e em ações que não admitem indecisões ou titubeios; há quem o mencione como afetuoso e quem o faça como uma criatura hostil e perigosa; alguns acreditam que é extraordinariamente inteligente e há quem afirme que é sumamente estúpido; quem os tome por educado, mas também com torpe e lento para compreender o que se pede a ele; ainda outros pensam que é impetuoso enquanto que há quem pense que é fleumático e até indolente...
Tantas diferenças de opinião dão muito que pensar. O quanto conhecemos realmente o cavalo? Será possível conjugar extremos diametralmente opostos? Será o cavalo realmente tão ambíguo? E se for assim, quanto corresponde verdadeiramente à sua personalidade e quanto à apreciação de suas atitudes?
É difícil saber, mas o que realmente é um fato, é que geralmente cada cavalo pode assumir atitudes totalmente diferentes de acordo com a forma com que se maneja com ele. Por esta razão, encontramos tanta diversidade de opiniões, pois cada um opina segundo o que lhe vai à cabeça, gerando a maior controvérsia que atualmente existe na equitação.
É por isso que podemos ter um cavalo que ante um tipo de trato nos parece indômito, violento, estúpido ou torpe e sob outro tipo de manejo é o animal mais manso, inteligente e nobre que já vimos.
O Manejo Natural faz a diferença em qualquer cavalo, mas esta transformação não se dá de maneira espontânea nem tem a ver com sorte, depende, sobretudo de se obter uma comunicação eficiente e clara com ele.
Não obstante, essa comunicação se vê limitada pelo enfoque humano do conceito, pois estamos acostumados a julgar o mundo de acordo com o nosso ponto de vista e de fato, geralmente não se considera que o cavalo possa ter o seu próprio. Sua forma de pensar e de compreender is fenômenos do mundo exterior é muito diferente a do homem, pois suas necessidades biológicas também o são.
Isto faz com que falemos idiomas distintos e que a comunicação entre os dois seja muito difícil. A tal ponto que quando segundo nós os comunicamos com o cavalo, o que fazemos na realidade é somente lhe ditar ordens que confundimos com diálogo. A maioria das vezes nem sequer a compreende, até que, apesar de nossa incapacidade de nos fazermos compreender, depois de centenas de repetições e outras tantas horas de trabalho, consegue associar – como adivinhando – suas ações com os estímulos que recebe geralmente nada gentil.
É então que o consideramos tê-lo adestrado. Com muita freqüência acreditamos que estamos nos comunicando com o cavalo, quando geralmente o que fazemos é atrofiar sua habilidade para avaliar estímulos contraditórios e assim anular sua capacidade de tomar decisões.
Não obstante, a comunicação em “seu próprio idioma” é altamente eficiente e sua capacidade de compreender o que se pede a ele somente tem comparação com a vontade que empenha em satisfazer-nos.
É surpreendente que não se necessite mais de três repetições – menos de 5 minutos 0 para que se torne clara nossa solicitação e se inicie o processo de execução, que neste caso será eficiente, decidida, oportuna e precisa, em poucas palavras, do mais alto rendimento.
Para mim, não existe nenhuma contradição, a diferença se faz no ponto de vista do observador, que julga de acordo com o resultado de sua tarefa.
......é como eu digo.
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
Doma Racional - bóia e pau


Racional ou tradicional? Bóia e pau ou açúcar e frescura ….Quebra ou não quebra queixo? De que jeito dá certo, qual tipo deixa queixudo, babão, disparador, burro, aluado, embuxado, tropicão? Bocal ou bridão?....ou correia de bicicreta (acreditem! Já vi usarem!)…
Ai ai ai…até nisto os homens gostam de briga….de ver quem vai ser o vencedor da discussão sobre boca de cavalo (quebrar ou não quebrar)…são horas e horas de conversa, litros e litros de chimarrão ou cerveja, de estatísticas muitas vezes suspeitas do tipo: “se não quebrar o queixo o cavalo sempre esquenta da boca… o cavalo nunca respeita”…"nunca estraguei um cavalo…” todos os cavalos sempre disparam com essa doma”). E o cavalo ali, esperando, em sua torcida silenciosa para que um dia os homens entendam que ele aprende qualquer coisa, segue qualquer embocadura, se deixa montar sob qualquer sela, basto ou marrequinha, agüenta qualquer desaforo, desde que não haja dor, e que ele será tão melhor domado quanto mais leve e compreensiva for a mão que segura suas rédeas. (ui! me puxei...)
Ai ai ai…até nisto os homens gostam de briga….de ver quem vai ser o vencedor da discussão sobre boca de cavalo (quebrar ou não quebrar)…são horas e horas de conversa, litros e litros de chimarrão ou cerveja, de estatísticas muitas vezes suspeitas do tipo: “se não quebrar o queixo o cavalo sempre esquenta da boca… o cavalo nunca respeita”…"nunca estraguei um cavalo…” todos os cavalos sempre disparam com essa doma”). E o cavalo ali, esperando, em sua torcida silenciosa para que um dia os homens entendam que ele aprende qualquer coisa, segue qualquer embocadura, se deixa montar sob qualquer sela, basto ou marrequinha, agüenta qualquer desaforo, desde que não haja dor, e que ele será tão melhor domado quanto mais leve e compreensiva for a mão que segura suas rédeas. (ui! me puxei...)
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Denise Bicca , a muié dos cavalos
quinta-feira, junho 29, 2006
VORTEI!!!!!!!!!

Pois é!
Deu em mim aquela maldita coceirinha para escrever sobre tudo e todos de novo.
Tentei ficar quieta para ver se passava, não deu. Dermatologista, não achou nada errado.
O remédio é resignação e botar a boca no mundo, ou melhor, o dedo no teclado.
Well....milhoes e milhões de novidades....vamos com calma que eu vou contando.
Mas primeiro uma boa: nasceu co site do gallop! Foi difícil viu?
12 horas de contrações, vai para o hospital, mais alarme falso....volta para casa, mais 6 hs de contração, vai para o hospital. Fórceps, cesárea....mas nasceu......com 6 kg ou melhor 6 giga bytes xells microondas nuclear solar de fotos, informações e mais fotos e mais informações! Tô gostando....mas não sou daquelas atualizáveis organizadas, já vou avisando. Mas vou me esforçar, ávidos leitores fãs (3....)
Prá começar....vou colocar aqui a carta de abertura do site....que eu achei lindo uma coisa que meu ídolo veterinário guru mor supremo sacro Robert Mill erescreveu em seu livro e serve de muita inspiração prá mi, e acho que muita gente vai ler e pensar....MAS É ISSO MESMO! É ASSIM QUE EU ESCREVERIA SEM TIRAR NEM POR!
Beijos e até mais!
domingo, março 19, 2006
É isso mesmo!

Ninguém se envolve com cavalos para se tornar um ser humano melhor, ou para encontrar significado maior na vida, ou ainda para fazer do mundo um lugar melhor, mas algumas vezes é exatamente isso o que acontece.
No começo, você brinca com cavalos porque é divertido, um prazer. Então você percebe que o prazer é mais profundo e duradouro do que muitos outros passatempos recreacionais. Você pode amar andar de motocicletas, mas sua Harley não relincha para você ao vê-lo. Há algo muito especial em cavalos que faz você querer fazer melhor com e para eles.
Mas somente querer fazer melhor não é o suficiente, porque isto é algo muito diferente e anti natural para nós humanos. Leva tempo e esforço para aprendermos a nos comunicar efetivamente com um cavalo. Você precisa estar preparado para voltar à escola, para aprender e para mudar a maneira que você se comporta. Você precisa deixar seu ego num canto e deixá-lo lá enquanto você se reinventa como um horseman e como ser humano.
Este novo ser humano observa, relembra e compara. Ele ouve mais e fala menos. Ele toma responsabilidade mais do que reprova.. Ele controla suas emoções. Ele se torna atento, informado e é consciente de sua linguagem corporal. Ele tenta melhorar, se compromete a agir com justiça. Ele cultiva paciência e sabe perdoar. Ele vive o presente ao invés de acomodar-se no passado ou esperar pelo futuro. E , é claro, ela coloca os desejos e necessidades de outra criatura viva a frente dos seus.
Esta nova pessoa faz tudo isso, no começo, para se tornar um horseman melhor.
Isto não é fácil. Não temos uma varinha mágica ou não podemos beber uma poção mágica que possa mudar a natureza de nossa espécie tanto quanto um leopardo não pode mudar suas manchas. Isto toma trabalho, e muito. Requer energia e persistência, foco e pensamento. Em uma era de divertimento fácil, supérfluo, com a gratificação instantânea de nossos desejos físicos e emocionais, isto nem sempre vem fácil. Mas se persistirmos, o pagamento faz tudo valer a pena.
A revolução do horsemanship nos deu a motivação e os meios para um melhoramento pessoal significativo, e o mundo fora da indústria do cavalo está percebendo isto. Grandes incorporações estão vendo que isto pode inspirar uma forma diferente e melhor de liderança, construir times mais fortes e locais de trabalhos mais interessantes e estimulantes pela incorporação dos princípios do horsemanship.
O cavalo é um veículo verdadeiro, não apenas para transportar mas também para elevar a espécie humana.
O cavalo é a antítese da espécie humana, a caça definitiva para o caçador definitivo. Não deve existir dupla de espécies mais incompatível no planeta. Ainda assim nós sentimos que , quando há chance, o cavalo nos completa.
Talvez esta seja a razão da revolução ter ocorrido, para nos prover uma potente ferramenta de desenvolvimento de nossa humanidade . A parte que, de fato vai contra nossa genética, nosso instinto predatório, a parte que temos que trabalhar para obter e portanto de mais valor.
Quem entre nós não concorda que o mundo seria um lugar melhor se as nossas lideranças fossem mais benevolentes, nossos propósitos mais claros, nossas intenções honradas, nosso comportamento consistente , nossas relações mais sensíveis? Esta tem sido a mensagem de incontáveis líderes religiosos e sociais através da história, e agora vem novamente carregado por um mensageiro eqüino, animal que de outra forma seria irrelevante para a vida moderna.
Não seria a primeira vez que verdades importantes seriam enviadas por mensageiros inauspicious.
Todos nós sabemos que há algo especial sobre cavalos, mas talvez o que seja importante realmente, é que existe algo diferente e especial sobre nós quando estamos com cavalos. Reconhecemos no cavalo um significativo meio para nosso mais alto chamado como humanos.
( Este trecho foi baseado em texto do livro The Revolution in Horsemanship, do MV DR. Robert Miller )
Abraços, e até a próxima.
Ass. A muié dos cavalos
quinta-feira, novembro 24, 2005
Procura-se
Ando pensando muito em viajar.
Morar fora, trabalhar em outro lugar.
Deitada no meu sofá na frente da TV eu passo horas viajando.
Vou para a internet, pesquiso empregos com cavalos em todo o mundo.
Parece que tem coisa que foi feita para mim.
Seilá. Não sei se é o final do ano chegando, se é o mormaço. Mormaço climático e profissional. Eu sei que com isso podem acontecer duas coisas, eu ficar quietinha e passa, ou a coceira ir aumentando até eu me levantar do sofá e ir parar em São Paulo, Sidney ou no Quintos.
Tô a fim procurar um lugar que meu trabalho seja melhor valorizado (valorizado = din din), de ir para um meio que precise mais de mim ou melhor, que pague o que eu precise. Porque aqui tá brabo....
Talvez seja a hora, a bagagem está leve.
Morar fora, trabalhar em outro lugar.
Deitada no meu sofá na frente da TV eu passo horas viajando.
Vou para a internet, pesquiso empregos com cavalos em todo o mundo.
Parece que tem coisa que foi feita para mim.
Seilá. Não sei se é o final do ano chegando, se é o mormaço. Mormaço climático e profissional. Eu sei que com isso podem acontecer duas coisas, eu ficar quietinha e passa, ou a coceira ir aumentando até eu me levantar do sofá e ir parar em São Paulo, Sidney ou no Quintos.
Tô a fim procurar um lugar que meu trabalho seja melhor valorizado (valorizado = din din), de ir para um meio que precise mais de mim ou melhor, que pague o que eu precise. Porque aqui tá brabo....
Talvez seja a hora, a bagagem está leve.
segunda-feira, novembro 21, 2005
Motoristas...bah

A minha maluca foi embora, com a sua bebê.
Foi galopar nos campos de seu proprietário em Dom Pedrito.
Putzgrila, deu trabalho.
Certamente foi o bicho mais difícil que eu peguei até hoje, imaginem 40 dias só prá tocar nela! Certamente me ensinou muita coisa.
Quando foi marcada a viagem, passei a acordar no meio da noite pensando nos problemas que poderiam acontecer no embarque, como evitar os acidentes, como deixá-la calma e a potra também...
Planejei tudo da melhor maneira possível. Sem nenhum improviso (cavalos não se dão bem com surpresas).
Meu tratador vai acompanhando. Muita calma nesta hora. Laços de confiança bem estreitos e firmes....
Beleza.
Tudo certo até chegar os motoristas do caminhão. Aí é que começa.
Chegaram com 3 horas de atraso, com 3 cavalos carregados. Queriam que eu a colocasse num cubículo, junto com a potra. Bueno, junto o pingo de paciência que me resta e explico que a égua é muito especial, precisa de espaço, pode ficar perigoso para elas e para nós, não vale a pena tentar para não dar certo e depois termos um problema, fiz um relatório super assustador, para que criassem um respeito maior .
Aí, o motorista (O MOTORISTA!) me explicou como ela ficaria bem, que ia dar certo, que não tinha problema nenhum. PRÁ MIM!!!!!!!!! Que estou há 4 meses trabalhando um animal que chegou porque ninguém conseguia lidar! Santa ignorância Batman.
Às vezes tenho vontade de ser como ela, chutar tudo pela frente, dar um par de coices em cada um e correr pro meio do pasto!
Eles disseram que iam desembarcar primeiro em Bagé, e depois em D. Pedrito. Respondi que o combinado era que ela fosse a última a embarcar e a primeira a desembarcar. Ok, concordaram .
Vamos embarcar a égua no salão.
Ao chegarmos na rampa, senti o motorista e os dois ajudantes deles estufarem, como preparados para uma guerra, foram indo para trás de nós, prontos para o duelo. Prontos para forçar a besta violenta e sua filha do inferno para dentro do caminhão, a qualquer custo, afinal é nosso trabalho, carregar, viajar e desembarcar (não importa o que, nem de que jeito)! Foi incrível...até eu me assustei com o clima , parecia que ia fechar o tempo, isso que ela não tinha feito nada! Eu sei que se alguém desse um passo errado no momento que ela ficou na frente da rampa, tudo iria complicar. Uma agitação, um empurrão, um grito, uma batida e meu embarque ficaria agitadíssimo. Me liguei e falei prá todos, ninguém aperta! Fiquem todos longe! (Junto! Senta! Morto!)
O resultado?
Minha maluca olhou a rampa, cherou, olhou prá dentro, onde estava o Bentites, avaliou a situação e o que estávamos pedindo para ela....
e entrou, super dona da parada. Orgulho supremo da própria mãe dela, eu.
Fecha tampa e vão embora.
Fico de tratadora no Gallop por dois dias, mas é uma outra história que depois eu conto.
Na volta tive que ouvir o comentário do motorista para o meu tratador....
"Nossa, mas tua patroa é muito fresca mesmo....a égua é mansinha prá caramba!"
Tenho certeza que o Benites deve ter sorrido e pensado ....nossa mas são burros mesmo...ou então mostrou para eles o a marca que ele tem na perna de um coice que a mansinha deu nele, só porque não entendeu o que ele queria.
sábado, novembro 05, 2005

Voltei.
Atendendo a inúmeros pedidos (mentira)
Cenas dos capítulos anteriores:
curso da brigada 2ª turma
Congresso de veterinária em São Paulo
Percorre Sampa visitando haras fazendo contatos
mais potros para domar
Francis muito doente....
Entre um acontecimento e outro, algumas pessoas atrapalhando.....algumas para ajudando.
Desculpem-me os meus ávidos e assíduos leitores (dois), mas escrever pr´este blog entrou último.
Preguiça da pura com falta de cabeça.
Mas deu vontade agora.
Tô aguardando Rita (lina) para ir trabalhar.
Abraços e até qualquer hora
quinta-feira, outubro 13, 2005
Segundo Curso
Hoje começa o curso de Polícia Montada , segunda turma.
Ai ai ai que será que me reserva? Será que vai ser tão legal como da primeira vez?
Que bicho vão me dar pra mexer? É sempre um teste grande, ficar na frente de 30 soldados e sargentos que não têm a mínima idéia do que eu faço, e trabalhar com um cavalo maluco prá impressionar , fisgar (ainda tô com a pescaria de ontem na cabeça....pois é fui pescar de novo!) e convencer ...os alunos, porque com os cavalos é muito mais fácil.
Coragem....pelo menos tenho certeza que vai ter um cavalo para me ajudar na tarefa.
Já é um consolo.
Ai ai ai que será que me reserva? Será que vai ser tão legal como da primeira vez?
Que bicho vão me dar pra mexer? É sempre um teste grande, ficar na frente de 30 soldados e sargentos que não têm a mínima idéia do que eu faço, e trabalhar com um cavalo maluco prá impressionar , fisgar (ainda tô com a pescaria de ontem na cabeça....pois é fui pescar de novo!) e convencer ...os alunos, porque com os cavalos é muito mais fácil.
Coragem....pelo menos tenho certeza que vai ter um cavalo para me ajudar na tarefa.
Já é um consolo.
terça-feira, outubro 11, 2005
Pescaria
Mas como eu ia dizendo....eu andava meio desanimadinha com o meu trabalho, na verdade com os problemas no meu trabalho.
Já tô miózinha. Domingo fui passear na fazenda de um casal de amigos, a Si e o Dado. Que rico remédio! Eu recomendo a todos os males, de dor de barriga até depressão.
Entre um assunto e outro, fomos pescar nas taipas de arroz, pegar lambaris para dar de janta para o seu Pinto, um filhote de gavião que eles estão criando. Que maravilha, lógico que nem cheguei perto da minhoca e do anzol, aliás era a minha maior preocupação, não me fazer um piercing sem querer. Ou piercingar o Dado.
Esta coisa de caminhar com barro até os joelhos, caçar ou pescar o próprio alimento, ou pelo menos o do seu Pinto (o nosso foi uma Pizza Hut que eu levei de POA), estar muito em contato com a natureza, com a surpresa, com alguns periguinhos (nada muito sério porque eu não tô louca e do jeito que eu sou, me mataria em 5min com alguma coisa perigosa de verdade) para mim tem um efeito muito estimulante. Além do que , sobe taipa, desce taipa, caminha prá lá, senta, levanta, é uma cruza de academia com parque de diversões.
Claro que só levei a minhoca que o Dado me deu para nadar, ela achou muito estimulante também. Nadou mil metros crowl, mil borboleta e milJá tô miózinha. Domingo fui passear na fazenda de um casal de amigos, a Si e o Dado. Que rico remédio! Eu recomendo a todos os males, de dor de barriga até depressão.
Entre um assunto e outro, fomos pescar nas taipas de arroz, pegar lambaris para dar de janta para o seu Pinto, um filhote de gavião que eles estão criando. Que maravilha, lógico que nem cheguei perto da minhoca e do anzol, aliás era a minha maior preocupação, não me fazer um piercing sem querer. Ou piercingar o Dado.
Esta coisa de caminhar com barro até os joelhos, caçar ou pescar o próprio alimento, ou pelo menos o do seu Pinto (o nosso foi uma Pizza Hut que eu levei de POA), estar muito em contato com a natureza, com a surpresa, com alguns periguinhos (nada muito sério porque eu não tô louca e do jeito que eu sou, me mataria em 5min com alguma coisa perigosa de verdade) para mim tem um efeito muito estimulante. Além do que , sobe taipa, desce taipa, caminha prá lá, senta, levanta, é uma cruza de academia com parque de diversões.
peito e não comeu ninguém, ou melhor não foi comida por ninguém....será que ela também está se sentindo melhor no trabalho?
Volta da pescaria, chimarrão e longa conversa com a Si....sonhos e mais sonhos, como faremos para ganhar dinheiro com cavalos? Ou, como faremos para o que a gente quer fazer com cavalos seja viável. Um lugar para dar cursos, sair a cavalo, acampar, pescar, fazer foguinho (claro que próximo à um banheiro de verdade, pq c.... no mato, nem pensar!Dormir, e cavalgar novamente para casa. Já pensaram?
Pronto, volto prá casa cantando e já pensando em voltar lá logo. Agora quero pescar o super Mago Merlin Dourado Espadachim da Tasmânia no rio! Quero botas e o chapéuzinho com iscas, e aquele colete charmozinho também!
Weel, tem mulher que prefere passar o domingo no Shopping, vendo vitrines e pegando cineminha. Nada contra, melhor até, sobra mais espaço para mim e os amigos que falam a minha língua.
Brigadão Si e Dado.
E se preparem....volto logo para tontear os peixes e vocês.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Esqueci de contar!

Depois do recente estremecimento entre eu e o Royal, competimos domingo em uma prova de 1.20.
Adivinhem.
Ele voltou a bater bola. Até correu um pouco. Embora nossos planos sejam para competir em alturas maiores, por isso não tem muito a ver ficar correndo em provas baixas, mas foi ótimo para testar os nervos dele. Ganhou até uma medalinha, e um chicote de brinde, que obviamente foi presenteado para outra pessoa. Interessante um cavalo se colocar numa competição e ter como um chicote de prêmio....que será que o cavalo pensaria. Acho que é como o Guga ganhar uma partida de tenis e ganhar uma gravata de de premiação.
Depois da depre da semana passada, estou aos pouquinhos voltando à vida. Mas a minha é sempre assim, mais para montanha-russa do que para carrossel. Incomoda, mas fazer o que.
Tô com um cavaleiro novo trabalhando lá em casa, testando. O Duca. Ele é de rodeio, gineteada, estava servente de obra. Foi indicado por um amigo. Não sabe nada além de como ficar em cima de um cavalo maluco. Mas é um bom começo. Ele não tem muito o perfil físico dos cavaleiro que gosto de usar (sem sacanagem, pessoal!), gosto de ginetes longilíneos e leves, flexíveis. Ele está mais para Adriano do que para Ronaldinho Gaúcho. Mas dá para tentar. Quem sabe as qualidades superam este problema, e depois, sempre tem a gastroplastia, né mez?
Vamos ver como a coisa anda.
Na verdade meu sonho é ter uma escola de gente do cavalo. Pegar esta piazada de 16 a 18 anos, de escolas de vilas. E ensinar tudo. Formar gente de cavalo, tratadores, cavaleiros ferreiros! Já pensaram?
PS. A moça da foto é aquela que era maluca....lembram? Passou de ano. Tá de férias.
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